Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar foram acionadas na manhã desta segunda-feira (2) para atender Francisco de Jerônimo do Nascimento, de 39 anos, após a informação inicial de que ele teria sido atingido por disparo de arma de fogo na rua Edmundo Pinto, no bairro Santa Inês, Segundo Distrito de Rio Branco.
Segundo relatos colhidos no local, Francisco chegou caminhando com dificuldade próximo a residências da região e pediu ajuda aos moradores, afirmando ter sido baleado. Em seguida, ele seguiu até um terreno onde funcionava um antigo lava-jato, onde caiu. Populares improvisaram colchões para acomodá-lo e acionaram o socorro médico e a Polícia Militar.
Diante da gravidade da informação repassada à central, o SAMU mobilizou uma operação de grande porte. Como as duas ambulâncias de suporte avançado do município estavam atendendo outras ocorrências, foi necessário adaptar uma ambulância reserva, equipada com desfibrilador e aparelhos utilizados em atendimentos de alta complexidade. O médico regulador também se deslocou até o local, e uma motolância foi empenhada no atendimento.
Policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar acompanharam a ocorrência com duas viaturas e auxiliaram no isolamento da área. Após avaliação clínica, foi constatado que Francisco não havia sido baleado naquele dia. A Polícia Militar apurou que ele foi vítima de disparo de arma de fogo meses atrás, o que resultou em cirurgia e no uso de bolsa de colostomia.

A suspeita é de que, possivelmente sob efeito de álcool, o homem tenha sofrido uma queda ao bater no meio-fio, ferindo a perna, o que o levou a procurar ajuda dos moradores e relatar o suposto disparo.
A ocorrência evidenciou o impacto de informações imprecisas no sistema de regulação do SAMU, que pode comprometer a disponibilidade de ambulâncias de suporte avançado para situações críticas. Por outro lado, também destacou a capacidade operacional da equipe, que conseguiu montar rapidamente uma estrutura equivalente a uma terceira unidade de suporte avançado.
Atualmente, Rio Branco conta oficialmente com duas ambulâncias desse tipo. No entanto, segundo profissionais do serviço, a organização interna permite a criação de unidades extras em casos emergenciais ou com múltiplas vítimas.
Após o atendimento no local, Francisco foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito para receber cuidados médicos.