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Passageiro de avião que caiu no Acre contesta piloto: “faltou combustível”

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Genesio tentava sair do Jordão para comparece a uma perícia do INSS - Foto: arquivo pessoal/cedida

O agricultor Genesio Rodrigues de Olinda, 34 anos, que estava no avião que caiu no Rio Tarauacá, interior do Acre, na segunda-feira, 20, revelou com exclusividade ao ac24horas que pagou R$ 300 pelo voo, saindo de Jordão para Tarauacá. A aeronave, que só podia voar com duas pessoas, levava três quando caiu. O avião não tem autorização para fazer viagens de táxi aéreo, ou seja, com passageiros.


Genesio destaca que estava na frente, no banco do copiloto, enquanto o profissional estava na parte de trás da aeronave, sentado no chão e sem cinto de segurança. “Na hora da falha do motor, eles pediram para eu soltar o cinto”, conta Genesio, que relata ainda a falta de combustível. “O piloto disse que faltou combustível. Aí ele arremeteu na praia, em seguida, com o impacto, caiu dentro do rio”, pontua.


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Genesio e o sobrinho, Zinho, reclamam que não conseguiram reaver documentos

A vítima conta ainda que logo depois da queda da aeronave, o piloto, identificado como Pedro Rodrigues Parente Neto, estava se afogando no Rio Tarauacá e foi salvo por Genesio, que já apresentava um corte no nariz. Nem o piloto, nem o copiloto Wesley Lopes, sabiam nadar, afirma o terceiro ocupante da aeronave.


Fatos estranhos


Genesio, que mora no Jordão, seguia para Tarauacá para se deslocar até Cruzeiro do Sul, onda faria uma perícia do INSS em busca de um auxílio. Para sair do Jordão, pagou os R$300 ao piloto da aeronave. Ele relata que a aeronave já estava há dois dias no Jordão.


Outro fato que chamou atenção de Genesio e de sua família foi o tempo de voo, que geralmente é de 40 minutos entre Jordão e Tarauacá. Na ocasião, o voo já demorava 1h10min quando caiu no Rio Tarauacá. Ele relata que piloto e copiloto estavam com pressa de que ele fosse logo retirado do local da queda. “Eles não queriam que ninguém filmasse, nem tirasse foto. Como eu estava sangrando, tive que ser levado pelos moradores mesmo antes da chegada dos bombeiros”, pontua ele, que segue preocupado porque seu celular e cartão da Caixa Econômica ficaram na aeronave e não consegue reaver os objetos.


“Eles, o piloto e o copiloto, disseram para eu ir buscar meu celular e cartão no hotel onde estavam em Tarauacá, mas pessoas da minha família foram lá e não os encontraram”, relata.


Logo depois da queda, Genesio foi levado por moradores da localidade para o Hospital Sansão Gomes em Tarauacá. Em seguida, foi encaminhado via Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para o Hospital do Juruá em Cruzeiro do Sul, onde foi atendido e liberado.


Ele e um sobrinho, Zinho Lopes, permanecem em Cruzeiro na tentativa de remarcar a perícia do INSS, que estava marcada para esta terça-feira, 21.


“Nós achamos que há várias coisas estranhas nessa história. Eles estavam há dois dias no Jordão. Falaram para meu tio que foram no Jordão só para dar uma olhada, pra depois começar a fazer rota com um avião maior. O tempo do voo demorou muito”, elenca o sobrinho de Genesio. Ele afirma que a família vai entrar com uma ação contra a empresa dona do avião, em busca de uma indenização para o tio.


O avião, que segundo o proprietário, Fábio Bezerra, dono Smart World, saiu do Espírito Santo com direção a Manaus (AM), não deveria ter decolado de Tarauacá sem aviso prévio. Segundo ele, o avião desceu em Tarauacá para fazer uma revisão. Mas, segundo Genesio, que também ocupou a aeronave, estava no Jordão dois dias antes de cair.


Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos -Cenipa, deve vir ao Acre nesta quinta-feira, 23, para investigar a causa do acidente com o avião. A Polícia Civil de Tarauacá também investiga o caso.


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