O vereador de Rio Branco Márcio Mustafá foi conduzido à delegacia na manhã deste domingo (29), após uma ocorrência de confusão e ameaça registrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva na Baixada da Sobral, em Rio Branco. Ele é lider do prefeitura na Câmara Municipal.
De acordo com o relato da guarnição, a equipe foi acionada via Copom para atender uma denúncia de ameaça contra um funcionário da unidade de saúde. No local, um técnico em enfermagem informou que estava em serviço quando o vereador chegou à emergência acompanhado da esposa, Sheila Camargo, solicitando atendimento imediato.
Segundo o profissional, a paciente foi recebida e passou pelos procedimentos de triagem, sendo posteriormente encaminhada para aguardar a classificação de risco, conforme protocolo da unidade. Ainda conforme o relato, o vereador teria se exaltado ao exigir atendimento imediato e solicitado uma cadeira de rodas. O técnico afirmou que informou haver um funcionário responsável pelo serviço, que já estaria a caminho.
O servidor relatou que, nesse momento, Márcio Mustafá teria se aproximado de forma intimidatória, encostado o dedo em seu tórax e feito declarações que interpretou como ameaça, dizendo que ele “veria quem ele era” e que no dia seguinte não trabalharia mais no local. O técnico afirmou ter se sentido ameaçado e inseguro durante o exercício da função.
A guarnição também ouviu o vereador, que negou ter feito ameaças. Ele declarou que ficou nervoso devido ao estado de saúde da esposa, mas que apenas tentou agilizar o atendimento. Ainda segundo Márcio, houve desentendimento com o funcionário, que teria elevado o tom de voz ao informá-lo sobre a cadeira de rodas e a retirada do veículo do estacionamento de ambulâncias. O vereador afirmou que, após o início do atendimento da esposa, retirou o carro do local e o estacionou corretamente.
Diante das versões apresentadas e da manifestação do técnico em representar contra o caso, as partes foram conduzidas à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os procedimentos legais. A polícia informou que não houve necessidade do uso de algemas e que o vereador foi apresentado à autoridade policial com a integridade física preservada.
Funcionários relataram a reportagem que após ameaças quatros homens armados em um veículo preto chegaram na unidade de saúde e imediatamente foi pedido reforços a empresa de segurança privada e a Polícia Militar foi acionada. No entanto, quando os Policiais chegaram ao local, os supostos homens armados não foram encontrados. No boletim de ocorrência registrado na delegacia, a Polícia também não cita essa suposta invasão de homens armados na Unidade Pronto Atendimento (UPA).