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Palmeiras e Flamengo têm domínio no continente em estudo de elencos mais valiosos

Vitor Roque, do Palmeiras, comemora gol contra o Flamengo pelo Brasileirão, no Maracanã - 19/10,2025 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Um levantamento do CIES Football Observatory aponta que Palmeiras e Flamengo estão entre os clubes com maior valor de mercado do mundo entre os não europeus. O Verdão aparece em primeiro com avaliado em 322 milhões de euros (cerca de R$ 1,9 bilhão), enquanto o Flamengo aparece na sequência, com 190 mi de euros (R$ 1,15 bilhão).


Um dos principais diferenciais para a liderança alviverde está no fato de o atacante Vitor Roque fazer parte do elenco. Com 21 anos e recentemente convocado por Carlo Ancelotti, ele está entre os atletas mais valiosos do mundo que não atuam na Europa.


Para Moises Assayag, sócio diretor da Channel Associados e especialista em finanças no esporte, o destaque de Palmeiras e Flamengo no cenário nacional e internacional está também relacionado às receitas, mas este não é o único elemento importante. “Estamos falando de duas gestões que se tornaram referência no futebol brasileiro, principalmente quando tratamos de profissionalização e boas práticas de governança. A meu ver, estes, sim, são os elementos essenciais que permitem a maior competitividade que hoje se vê em campo”, analisa Assayag, que atua especialmente nas áreas de reestruturação financeira e operacional.


Guilherme Bellintani, atual CEO da Squadra Sports, primeira plataforma de multiclubes no Brasil, destaca que a conquista é fruto de uma reconstrução e de uma manutenção de saúde financeira que os diferenciam do resto do Brasil.


“A superioridade de Flamengo e Palmeiras é fruto de duas coisas muito claras: tamanho econômico e organização. Com as finanças equilibradas e a estrutura fortalecida, ampliaram receita e desenvolveram uma estratégia de elenco que mistura jogadores consagrados com o uso intenso da base”, destacou Bellintani, que também é presidente do Bahia e responsável pela transformação do clube em SAF.


No Top-10 do ranking feito pelo Observatório sem europeus, aparecem outros três times sul-americanos: o Botafogo aparece em 8°, avaliado em 130 mi de euros; o Boca Juniors, em 9°, com 119 mi de euros, e Fluminense, em 10°, com 117 mi de euros.


Chama a atenção que dos dez primeiros não europeus, cinco são agremiações da Arábia Saudita: do 3° ao 7° colocados, aparecem o Al-Hilal (172 mi de euros), Al-Qadsiah (170 milhões), Al-Ittihad (167 milhões), Al-Nassr (158 milhões), e Al-Ahli (157 milhões).


“Clubes melhor administrados, no longo prazo, tendem a gerar mais receitas e reduzir custos. Com maior superavit, eles tendem a formar equipes e elencos melhores. Esses, geram mais premiações e receitas com transferências, em um circulo virtuoso, que permite acessar melhores atletas e vencer mais jogos com eles. Esses jogos, isolados, são imprevisíveis, mas um grande conjunto deles, não. É razoável hoje dizer que não sabemos quais jogos Palmeiras e Flamengo vão ganhar a cada mês do próximo ano, mas é razoável dizer que vão ganhar e empatar um determinado percentual dos seus jogos no próximo ano”, diz Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z, que gerencia a carreira de centenas de atletas.


“É muito positivo notar que clubes brasileiros aparecem com enorme relevância entre os não europeus, o que mostra a força da nossa formação de talentos e o valor crescente dos nossos elencos. Ao mesmo tempo, a presença maciça de clubes da Arábia Saudita no Top-10 evidencia como novos investidores estão reposicionando o mercado global. O futebol vive um momento em que estratégia, capital e capacidade de desenvolvimento de atletas estão cada vez mais interligados”, analisa Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, evento de negócios no futebol que acontece entre os dias 7 e 9 de maio, em Fortaleza.


Sem nenhuma surpresa, os que lideram o ranking considerando todas as equipes do mundo são os ingleses. A liga mais forte do mundo mantém o domínio nesse tipo de estudo.


O Chelsea aparece em 1° lugar, com elenco estimado em 1,732 bilhão de euros, seguido pelo Manchester City (1,608 bi). Na sequência, aparecem Real Madrid (1,541 bi), Barcelona (1,389 bi) e Arsenal (1,348 bi). Completam o Top-10 o PSG (1,346 bi), Liverpool (1,046 bi), Bayern de Munique (1,000 bii), Tottenham (897 milhões) e Manchester United (829 mi).


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