A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) divulgou nesta terça-feira, 17, uma nota pública de repúdio e solidariedade à mulher que denunciou ter sido vítima de estupro coletivo supostamente praticado por jogadores do Vasco da Gama do Acre, em Rio Branco.
O posicionamento institucional foi assinado pela presidente em exercício da OAB/AC, Thaís Moura; pela presidente da Caixa de Assistência, Ruth Barros; pela presidente da Comissão da Mulher Advogada, Caruline Simão; e pela presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Contra a Mulher, Socorro Rodrigues.
Na nota, a entidade manifesta “veemente solidariedade” à vítima e classifica o caso como um ato de extrema violência que exige apuração rigorosa e responsabilização exemplar, conforme prevê a legislação. A OAB reforça que a violência sexual é crime, representa grave violação de direitos humanos e não pode ser relativizada sob qualquer argumento cultural, social ou esportivo.
A seccional também destacou a campanha “Elas Jogam Junto”, lançada recentemente com o objetivo de levar ao ambiente esportivo o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo a instituição, estudos apontam aumento nos registros de violência doméstica em dias de jogos, o que reforça a necessidade de ações preventivas e posicionamento firme das instituições.
A OAB/AC afirmou ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e adotará as medidas institucionais cabíveis, reiterando o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e com o combate à naturalização da violência.
Entenda o caso
Quatro jogadores do Vasco do Acre foram denunciados após uma mulher procurar atendimento médico e relatar ter sido vítima de violência sexual dentro do alojamento oficial do clube, na capital acreana. O caso teria ocorrido na última sexta-feira, 14.
De acordo com informações apuradas pelo portal ac24horas, a vítima — que terá a identidade preservada — teria marcado um encontro consensual com um dos atletas. No entanto, ao chegar ao local combinado, ela afirma que foi levada contra a vontade para um quarto, onde outros jogadores já estavam.
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Ainda segundo o relato, no local teria ocorrido o estupro coletivo. Foram apontados como suspeitos Matheus Silva, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Iliziario e um quarto atleta que ainda não teve a identidade confirmada.
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Erick Luiz Serpa Santos Oliveira foi preso em flagrante, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Até o momento, não há confirmação sobre a expedição de mandados de prisão contra os demais investigados.