Um vídeo publicado numa rede social, neste sábado (31), pela engenheira agrônoma e servidora pública Lavínia Melo mostra o momento em que uma casa onde ela mora no bairro Isaura Parente, em Rio Branco, é invadida durante o dia, na sexta-feira (30). As imagens, captadas por câmeras de segurança, registram toda a ação do invasor, desde a tentativa inicial de acesso até a entrada no imóvel. No momento do crime, Lavínia estava trabalhando e seus dois filhos, diagnosticados com autismo, participavam de sessões de terapia fora de casa.
Nas imagens, é possível ver que o homem chega ao local já portando ferramentas, como chaves e um alicate, o que indica preparo prévio para a invasão. Inicialmente, ele tenta acessar a residência por uma porta lateral, mas não obtém sucesso.
Em seguida, o suspeito se dirige à parte dos fundos da casa, onde tenta forçar uma porta de madeira próxima a um botijão de gás. Sem conseguir abri-la, passa a mexer em uma janela localizada ao lado. Após alguns segundos de esforço, ele consegue violar a estrutura da janela. Antes de entrar, o homem bate no vidro e aparenta chamar por alguém, numa tentativa de confirmar se não havia ninguém no interior da residência.
Na sequência, o invasor pula pela janela e entra no imóvel. Segundo a moradora, ele furtou pertences pessoais dela e das crianças e deixou o local tranquilamente, sem demonstrar pressa. O vídeo termina no momento em que o homem conclui a entrada na casa.
No texto que acompanha as imagens, Lavínia relata o impacto emocional causado pelo crime e afirma que, desde o ocorrido, vive em constante estado de medo. Ela destaca a preocupação com a segurança dos filhos e ressalta que a situação poderia ter sido ainda mais grave caso alguém estivesse na residência no momento da invasão.
“Não temos paz dentro da nossa casa. Moro com duas crianças autistas e não tenho mais sossego desde então”, afirma a moradora no relato divulgado. Ela também ressalta que o fato de não estar em casa no momento do crime evitou um desfecho mais trágico, como a possibilidade de violência direta ou até mesmo de um sequestro.