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Projeto possibilitará que reeducandas do Acre comercializem peças de crochê em feiras livres

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Peças de crochê podem ser comercializadas em feiras livres. Foto: Antonio Moura/Iapen

Linha, agulha e a oportunidade de construir, de ponto em ponto, uma nova história. É assim que detentas da Unidade Feminina de Rio Branco voltaram a sonhar com a tão desejada liberdade. Foi nesta terça-feira, 9, que o governo do Estado, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Acre (Federacre), por meio do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ), assinaram um termo de cooperação para oportunizar a essas mulheres remição de pena, por meio do trabalho com o crochê.


A diretora da Unidade Feminina de Rio Branco, Dalvanir Azevedo, explicou que o evento, realizado na Sede do TJ, dá o pontapé inicial no projeto “Produzindo a liberdade”, que possibilita a exposição e venda, em feiras livres, das peças de crochê produzidas pelas detentas. As peças são confeccionadas por meio do projeto “Entrelinhas”, que recebe recursos das penas pecuniárias.


Presidente do Tribunal de Justiça ressaltou a importância da parceria entre as instituições. Foto: Antonio Moura/Iapen

Sobre a parceria com o Iapen, a presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadora Regina Ferrari, destacou que é de suma importância, tendo em vista a valorização das mulheres reeducandas: “É importante para nós valorizarmos o trabalho das nossas custodiadas, a fim de que elas possam, com esse trabalho, pagar as penas e, também, aprender uma função que possa gerar emprego e renda para elas de futuro”.


Presidente do Iapen durante assinatura do termo de cooperação entre as instituições. Foto: Antonio Moura/Iapen

O presidente do Iapen, delegado Marcos Frank Costa, disse que o projeto é, principalmente, uma oportunidade para a reintegração social, onde elas têm a oportunidade de remição de pena por meio do trabalho, preparando as detentas para o retorno e convívio em sociedade.


Reeducandas trabalhando na produção de peças de crochê durante o evento. Foto: Antonio Moura/Iapen

A detenta A.L. falou da importância do projeto na vida dela: “Não tenho nem palavras, não tem preço, não tem o que pague a gratidão que a gente tem pela dona Dalva e por todos os que estão implantando esse projeto lá dentro, porque é uma coisa que ocupa nossa mente, que traz satisfação para a gente, que diminui a nossa pena. Então, é maravilhoso, e sem falar que a gente pode empreender. Eles estão investindo muito na gente e acreditam no nosso potencial, e isso é muito bom, isso é maravilhoso”.


Peças de crochê fizeram sucesso durante o evento. Foto: Antonio Moura/Iapen

As peças de crochê, feitas pelas detentas, foram comercializadas durante o evento. O recurso da venda dos produtos será utilizado para comprar mais insumos. Solange Chalub, diretora regional do TJ, aproveitou a oportunidade e comprou um jogo de sousplat. Ela disse que ficou encantada com as peças expostas e elogiou o trabalho das reeducandas. “Primeiro que esse trabalho está muito bonito. É um produto perfeitamente vendável. Então, além do objetivo desse trabalho, são peças muito boas, produtos de qualidade, que dá gosto da gente ver, de comprar, de ter na casa da gente. Eu entendo também como forma de estimulá-las a continuar. É um trabalho de economia criativa e espero que elas possam empreender daqui pra frente, ter uma vida diferente, uma vida digna, porque elas merecem e têm a arte em suas mãos”, afirmou a consumidora.


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