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Dólar cai a R$ 5,41 de olho nos juros dos EUA; Bolsa sobe

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Notas de dólar. — Foto: Reuters

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (9), à medida que investidores repercutiram o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, em sabatina no Senado dos Estados Unidos.


Powell afirmou que a inflação do país “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele também mencionou os riscos de manter juros altos por muito tempo. (veja mais abaixo)


No Brasil, o dia é de atividade reduzida, por conta do feriado de 9 de Julho, que celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo.


Assim, a expectativa permanece com os novos dados de inflação medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que devem ser divulgados na quarta-feira (10).


O mercado ainda repercute o anúncio de um novo aumento de preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras feito pela Petrobras, que entrou em vigor nesta terça-feira.


O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em alta.


Veja abaixo o resumo dos mercados.


O dólar caiu 1,12%, cotado a R$ 5,4144. Na mínima, chegou a R$ 5,4131. Veja mais cotações.


Com o resultado, acumulou:


  • •queda de 0,87% na semana;
  • •recuo de 3,11% no mês;
  • •alta de 11,58% no ano.

 


Na véspera, a moeda encerrou o dia com alta de 0,25%, vendida a R$ 5,4755.


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Ibovespa

 


O Ibovespa subiu 0,44%, aos 127.108 pontos.


Com o resultado, acumulou:


  • •alta de 0,67% na semana;
  • •ganhos de 2,58% no mês;
  • •perdas de 5,27% no ano.

 


Na véspera, o índice teve alta de 0,22%, aos 126.548 pontos.


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O que está mexendo com os mercados?

 


Nesta terça-feira, investidores ficaram de olho na agenda externa, já que o feriado de São Paulo reduz a atividade no país.


O destaque foi para as sinalizações sobre os próximos passos do Fed na condução de política monetária, com o discurso do chair, Jerome Powell.


Em depoimento ao Congresso dos EUA, Powell afirmou que a inflação do país “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele acrescentou que novos dados positivos fortaleceriam o argumento para cortes na taxa de juros.


“Mais dados bons fortaleceriam nossa confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável em direção a 2%”, disse.


 


Ter uma inflação em direção à meta é um dos requisitos para a flexibilização da política monetária.


Powell também comparou a falta de progresso nos primeiros meses do ano com a melhora recente nos dados. Na prática, o cenário mais positivo ajudou a construir uma base de confiança de que as pressões sobre os preços continuarão a diminuir.


Além disso, ele observou que o Fed agora está preocupado com os riscos para o mercado de trabalho e para a economia caso as taxas permaneçam altas durante muito tempo.


“Após a falta de progresso em direção ao nosso objetivo de inflação de 2% no início deste ano, as leituras mensais mais recentes mostraram progressos adicionais modestos”, disse Powell.


 


O presidente do Fed afirmou ainda que o mercado de trabalho parece estar “totalmente de volta ao equilíbrio”, observando que “à medida que fazemos mais progressos na inflação e o mercado de trabalho permanece forte”, os cortes nas taxas de juros farão sentido em algum momento.


Na sexta-feira, dados de empregos norte-americanos mostraram, de fato, um mercado de trabalho que começa a se equilibrar. Enquanto o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na quinta-feira, a inflação ao produtor dos EUA ficará para a sexta.


Os comentários de Powell podem reforçar as expectativas de mudanças na declaração de política monetária a ser divulgada após a reunião do Fed de 30 a 31 de julho, que pode abrir a porta para um corte nas taxas em setembro. A probabilidade de corte em setembro agora está precificada em cerca de 70% no mercado.


No cenário doméstico, o mercado financeiro também está à espera de novos dados do IPCA (a inflação oficial do Brasil), que devem ser divulgados na próxima quarta-feira.


Segundo analistas da XP Investimentos, a expectativa é que o grupo Alimentação e bebidas continue variando fortemente, ainda em reflexo da tragédia vista no Rio Grande do Sul. Já o grupo de serviços e monitorados devem recuar na margem — o primeiro por conta da deflação das passagens aéreas e o segundo pela desaceleração da energia elétrica.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda deve divulgar indicadores dos setores de comércio e serviços entre quinta e sexta-feira.


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