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Após mais de 1 milhão de casos, Planalto tenta evitar dano político da dengue

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O Palácio do Planalto já faz um mea culpa pelo recorde de casos de dengue no Brasil e tenta agora evitar o crescimento do número de casos e, principalmente, de óbitos.


Em conversas reservadas, fontes graduadas do governo avaliaram à CNN estarem muito preocupadas com o avanço da epidemia.


O Planalto avalia ainda que o Ministério da Saúde falhou, pois tratou como se fosse uma rotina a prevenção e não se atentou com o potencial de crescimento da doença por conta de um sorotipo que há 15 anos não predominava no país.


A avaliação é de que a campanha nacional começou no mês de novembro, como costuma ocorrer, mas com pouca energia.


A ideia agora é incentivar uma mobilização, fazer campanhas, cobrar estados e municípios, reorganizar o atendimento para evitar óbitos e casos graves e reforçar as ações, especialmente no Sudeste e Nordeste, região que agora começa a aumentar o número de casos.


O número de casos nos dois primeiros meses deste ano é 200% maior do que no mesmo período de 2023, passando de 1 milhão.


Não há vacinas suficientes. O Brasil comprou todas as doses disponíveis do laboratório japonês Qdenga, mas elas servirão apenas para cobrir pré-adolescentes entre 10 e 14 anos.


Nesta semana, por exemplo, a ministra Nísia Trindade convocou uma coletiva para dar um panorama sobre a doença e apontar as ações da pasta. Já foi uma ação decorrente dessa preocupação do Planalto.


Além de ampliar o número de recursos federais, ela anunciou um “Dia D” de campanha para este sábado (2).


Enquanto isso, a oposição acusa o governo de leniência.


Bolsonaristas vêm fazendo comparações entre a epidemia de dengue e a de Covid-19, lembrando que Jair Bolsonaro (PL) comprou vacinas para a população.


Uma das principais vozes é a do ex-ministro da Saúde do governo anterior Marcelo Queiroga. À revista “Veja”, ele disse que “não bastasse a morosidade para iniciar o processo de vacinação da população, ainda negligencia a vacinação para idosos”, que “eles estão sem rumo” e que há “um verdadeiro retrocesso”.


Procurada pela CNN, a ministra da Saúde não se manifestou.


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