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Entenda como será o programa de incentivo financeiro a alunos do ensino médio público

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O programa Pé de Meia, sancionado pelo presidente Lula nesta terça-feira (16), prevê o pagamento de um incentivo financeiro mensal para alunos de baixa renda matriculados no ensino médio público.


💰💰💰 Os repasses serão feitos diretamente para a conta do estudante ao longo do ano letivo de 2024, na forma de uma espécie de poupança, mas os valores ainda não foram definidos.


O projeto de lei havia sido aprovado no Congresso em dezembro.


Abaixo, entenda mais sobre o novo programa:


1 – O que é o programa Pé de Meia?

 


O Pé de Meia é um programa criado pelo governo federal que viabiliza a criação de poupança para estudantes de ensino médio inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O objetivo é que incentivar a permanência deles na escola até que completem o ensino básico.


Serão feitos depósitos em uma conta do próprio aluno, mas as regras de uso


Segundo dados do governo, o primeiro ano do ensino médio é o que tem maior registro de evasão, abandono e reprovação.


“No Brasil, terminar ou não a educação básica tem uma correlação muito grande com a renda. (…) A evasão e o abandono escolar mais do que dobraram na pandemia, ainda não foi possível reverter isso e vale a pena investir, literalmente, para manter os jovens na escola.”
— Tabata Amaral, deputada federal e uma das autoras do projeto de lei aprovado

2 – Quem tem direito à poupança?

 


Terão direito ao auxílio estudantes de baixa renda matriculados na rede pública e que pertençam a famílias inscritas no CadÚnico.


Serão priorizados os alunos cuja renda familiar per capita mensal seja igual ou inferior a R$ 218.


Estudantes de 19 a 24 anos na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) também poderão aderir ao programa.


Os critérios de elegibilidade ainda serão detalhados em um decreto, mas segundo o texto sancionado por Lula, o estudante somente terá direito ao benefício se:


  • •efetivar a matrícula no início de cada ano letivo;
  • •tiver frequência escolar de 80% das horas letivas;
  • •for aprovado ao fim de cada ano letivo;
  • •participar de exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e de avaliação dos estados para o ensino médio;
  • •participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último ano letivo do curso.

 


3 – De quanto será o auxílio do Pé de Meia?

 


valor do repasse para cada aluno ainda será definido pelos ministérios da Educação e da Fazenda, assim como as formas de pagamento, os critérios de operacionalização e o uso da poupança.


O governo já autorizou, por meio de uma medida provisória, que a União direcionasse até R$ 20 bilhões em um fundo para o programa, que será operado e gerenciado pela Caixa Econômica Federal.


Pelos cálculos do Executivo, seria possível dar um incentivo de cerca de R$ 200 por mês a partir da matrícula em cada ano letivo, além de um aporte anual de R$ 1.000, uma espécie de poupança que só poderia ser resgatada após a conclusão do ensino médio.


No entanto, esse valor ainda será fixado pelo governo. No início deste mês, o ministro da Educação, Camilo Santana, declarou que pagamento aos alunos deve começar em março.


4 – Como o valor será pago?

 


O programa prevê que os valores sejam depositados em uma conta a ser aberta no nome do estudante, mas isso ainda não foi definido.


Serão duas formas de depósito, com regras de movimentação distintas:


➡️ De acordo com o texto, o aluno estará apto a receber aportes ao efetivar a matrícula no ano letivo e ao comprovar a frequência mínima. Esses valores serão adicionados à conta ao longo de cada ano e poderão ser movimentados a qualquer momento.


➡️ Também haverá depósito na conclusão do ano letivo com aprovação e após a participação no Enem. Esses recursos — que serão equivalentes a, no mínimo, um terço do total pago a cada estudante — somente poderão ser movimentados após a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio.


Dessa forma, o beneficiário poderá, se quiser, aplicar os recursos da poupança em títulos públicos federais ou valores mobiliários, especialmente os formatados para os estudos realizados na educação superior.


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