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Pai suspeito de maltratar filho de 10 anos no Acre alega ‘disciplina’ em depoimento, diz polícia

Criança foi resgatada pela PM-AC e o Conselho Tutelar de Cruzeiro do Sul na última segunda (14) — Foto: Reprodução

O pai suspeito de maltratar o filho de 10 anos na zona rural de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, alegou em depoimento que batia no filho para discipliná-lo. Preso, o homem negou os maus-tratos e disse ao delegado Lindomar Ventura que as agressões não eram constantes.


Contudo, para o delegado, há muitas evidências de que o menino era constantemente agredido, inclusive com tapas, pelo pai. “Nega agressões que ultrapassem, segundo ele, uma disciplina. Disse que disciplinou o filho em algumas ocasiões, deu alguns tapas, mas nega que tenha espancado e que as marcas que tinha na boca e olhos sejam dessas agressões”, contou Ventura.


O menino foi resgatado do local onde vivia com o homem, na zona rural da cidade, na última segunda-feira (14), após o Conselho Tutelar receber uma denúncia anônima relatando o crime. Os conselheiros chamaram a Polícia Militar e foram até o local.


A criança passou por exames e foi colocada provisoriamente em um abrigo até a chegada da mãe, que vive em Rondônia (RO). A conselheira Erivalda Menezes falou que o menino foi retirado da mãe, sem autorização, há dois meses e trazido para o Acre.


Após a prisão, o suspeito foi indiciado por lesão corporal e por ameaçar a integridade física da criança. Ele foi encaminhado à Justiça para ser submetido à audiência de custódia.


“Para nós ficou evidente que há agressão era recorrente, não foi uma apenas. A própria criança disse que é acostumada a levar tapa no rosto e na cabeça”, complementou.


Criança deve ficar em abrigo


O delegado Lindomar Ventura explicou ainda que tenta levantar informações sobre a família da criança em Rondônia para saber mais sobre a convivência dele. Segundo a autoridade policial, o menino não demonstra interesse em voltar a viver com a mãe.


“Parece que não tem segurança nem com o pai e nem com a mãe. Ele cita uma tia e, segundo ele, gostaria de morar com essa tia. Disse que [a tia] cuida melhor dele do que a mãe e o pai”, confirmou.


Ventura destacou ainda que a Justiça deve determinar com quem o menino deve ficar após sair do abrigo. Ele assegurou também que, dificilmente, o Ministério Público do Acre (MP-AC) vai propor o retorno do garoto à casa da mãe sem uma certeza de ele vá ficar em segurança.


“Não temos uma situação totalmente definida. Se confirmarmos todas as informações, ela [mãe] não seria a melhor opção para estar com essa criança”, concluiu.


Mãe buscava informações


Em entrevista à Rede Amazônica Acre, a conselheira Erivalda Menezes contou que o menino foi retirado da mãe sem autorização, conforme as informações repassadas. Após o resgate, o Conselho Tutelar de Cruzeiro do Sul conseguiu encontrar a mulher e informou que ela viria até o Acre encontrar o filho.


“A mãe estava há dois meses ser ver a criança, ela registrou um boletim de ocorrência lá em Vilhena [RO]. Ela tem os links que procurou pelo filho, os jornais, procurou pelas redes sociais, mas, infelizmente, não tinha encontrado”, explicou a conselheira.


Fonte: G1AC


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