Após deixar o governo para disputar uma vaga na Câmara Federal e se filiar ao PSDB, partido que tem o ex-prefeito Tião Bocalom como pré-candidato ao governo do Acre, o médico Pedro Pascoal usou as redes sociais neste domingo (5) para divulgar uma nota oficial sobre sua atuação na saúde pública estadual.
No texto, Pascoal apresenta números da gestão e reafirma respeito ao ex-governador e pré-candidato ao Senado, Gladson Cameli.
“Os números falam mais alto do que qualquer tentativa de distorção: mais de 70 mil cirurgias realizadas, ampliação de leitos, fortalecimento da rede assistencial e interiorização de serviços de alta complexidade”, afirmou.
Segundo ele, os avanços chegaram ao interior do Estado. “Cruzeiro do Sul é prova disso. A segunda maior cidade do Estado conta hoje com ressonância magnética e procedimentos como o cateterismo, levando dignidade e acesso a quem antes precisava se deslocar por longas distâncias”, destacou.
Pascoal também anunciou que o Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, deverá receber novos investimentos. “Em breve, o hospital também contará com ressonância magnética, ampliando ainda mais o acesso da população a exames de alta complexidade. E isso só foi possível na nossa gestão e com um trabalho de equipe. Afinal, ninguém faz nada sozinho”, pontuou.
Divergências na transição
Na nota, o médico não cita diretamente a governadora Mailza Assis, mas afirma que esteve à disposição para dar continuidade ao trabalho na área da saúde. Ele, no entanto, reconheceu divergências durante o processo de transição.
“Sempre me coloquei, de forma responsável, à disposição para dar continuidade a esse trabalho. No entanto, durante o processo de transição, surgiram divergências em relação a alguns encaminhamentos. É natural do jogo político e nunca tive isso como empecilho”, declarou.
Pascoal ressaltou sua formação profissional e justificou a decisão de seguir outro caminho político. “Sou médico emergencista de formação. Trabalho para cuidar e cumprir minha missão sempre que sou acionado. E, por isso mesmo, sei o momento de recuar”, afirmou.
Ele acrescentou que a decisão foi tomada com diálogo, transparência e anuência de Gladson Cameli. “Com transparência, respeito e com a anuência do próprio governador, optei por seguir um novo caminho político, alinhado às convicções que carrego e ao que acredito ser o melhor para o nosso Estado”, disse.
Resposta a críticas
Pedro Pascoal também reagiu ao que classificou como “críticas oportunistas” após sua filiação partidária.
“Minha filiação partidária não reescreve minha história, não apaga os resultados entregues e, muito menos, rompe relações construídas com respeito e lealdade. Não aceito que tentem reduzir uma trajetória de trabalho sério a narrativas oportunistas”, afirmou.
Por fim, reforçou alinhamento político com Gladson Cameli. “Sigo em frente com independência, coerência, em absoluta consonância com o governador Gladson Cameli, um político que honra o nosso Estado, e com a mesma missão de sempre: trabalhar por uma saúde pública cada vez mais forte, acessível e resolutiva”, concluiu.
Confira:

