Quatro governadores e três prefeitos de capitais da Região Norte renunciaram aos seus mandatos para disputar outros cargos nas eleições deste ano, conforme determina a legislação eleitoral. O prazo de desincompatibilização terminou na noite do último sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno.
A regra vale para ocupantes de cargos no Poder Executivo e tem como objetivo evitar o uso da estrutura pública em benefício de candidaturas durante o período eleitoral.
Entre os governadores que deixaram os cargos, a maioria deve concorrer a uma vaga no Senado Federal, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa nesta eleição. Confira os nomes:
• Acre: Gladson Cameli (PP)
• Amazonas: Wilson Lima (União)
• Pará: Helder Barbalho (MDB)
• Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)
Por outro lado, governadores que pretendem disputar a reeleição não precisam se afastar do cargo. É o caso de Clécio Luís (União), no Amapá. A mesma regra se aplica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso opte por tentar a reeleição.
Também há gestores que decidiram permanecer no cargo até o fim do mandato e não devem disputar o pleito deste ano. São eles:
• Rondônia: Marcos Rocha (PSD)
• Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)
No âmbito municipal, três prefeitos de capitais da região também deixaram seus cargos com o objetivo de concorrer aos governos estaduais:
• Manaus (AM): David Almeida (Avante)
• Rio Branco (AC): Tião Bocalom (PSDB)
• Boa Vista (RR): Arthur Henrique (PL)
Com as renúncias, os cargos passam a ser ocupados pelos respectivos vices, que assumem a gestão até o fim dos mandatos. Caso atípico é do Amazonas. Após a renúncia do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) se mobiliza para realizar uma eleição indireta em até 30 dias, que definirá o novo chefe do Executivo estadual. A renúncia simultânea levou o presidente da Aleam, Roberto Cidade, a assumir interinamente o comando do Estado.