O ex-senador e presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, concedeu nesta quarta-feira, 01, sua última entrevista ao ac24horas antes de deixar o comando da agência, em evento que contou com agenda de exportações do Acre e do Brasil. A entrevista foi concedida ao repórter Marcos Venicios, direto de Brasília.
“É um momento muito especial na minha vida, é a última entrevista que eu tô dando como presidente da Apex. Vocês acompanharam hoje aqui uma agenda da gente trabalhando pelo Acre, do Ministério do Transportes, com o BNDES, vocês acompanharam aqui uma agenda da gente firmando R$ 800 milhões de convênios para o Brasil exportar mais pro mundo inteiro e o Acre exportar junto com o ministro Fávaro, com o ministro Renan Filho, vocês acompanharam a agenda do Conselho de Administração da Apex, onde ali é o órgão máximo, diretor da Apex, onde eu anunciei o novo presidente, a nova diretora e a minha saída, a saída do vice-presidente Alckmin da presidência desse conselho, e onde a gente viveu um momento de muita emoção também”, disse Viana.

Segundo ele, sua trajetória na ApexBrasil seguiu a mesma filosofia de atuação que marcou sua vida política no Acre: dedicação, entrega e amor pelo trabalho. “Tudo que a gente faz na vida deve ter sentimento, deve ter entrega de corpo e alma. Foi assim que eu fiz na prefeitura, no governo do Acre, para fazer as grandes mudanças boas que o Acre viveu, foi assim também no Senado, com o trabalho que eu me orgulho muito até hoje, e aqui na Apex não foi diferente. É o conselho que eu deixo para todos: para as pessoas que têm oportunidade na vida, especialmente a juventude, façam as coisas com muito amor e dedicação, se entreguem que o resultado vai vir”, ressaltou.

Jorge Viana revelou ainda os motivos de sua saída e missão política para disputar o Senado Federal.“Eu tô saindo daqui hoje para uma outra missão que o povo do Acre está me chamando, que o presidente Lula me indicou também fazer, que é disputar uma vaga de senador. Não sou candidato ainda, sou pré-candidato, mas o propósito é só esse. Fico triste de ver o Brasil dividido, o Acre dividido por questões que não vão resolver nada. O acreano, eu acho, está interessado em que as coisas certas aconteçam no Acre e não em saber se uma pessoa é de um lado ou de outro. O Brasil precisa de paz, o Acre precisa de união, paz, gente competente, experiente, trabalhando”, ressaltou.
Questionado sobre como será a transição para sua atuação mais direta no Acre, Viana afirmou: “Eu conheço o Acre como poucos, de ponta a ponta, então isso já é minha bagagem. No governo, na prefeitura e no Senado, procurei fazer trabalho em todos os lugares do Estado, nos lugares mais distantes, mas também na nossa capital, em Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Assis Brasil, Xapuri, enfim, todos os municípios. Agora estou sendo chamado para um processo onde as pessoas vão escolher os próximos líderes do Acre, para governo, para Presidente da República também, para o Senado, são duas vagas. Então eu vou me colocar como uma alternativa, uma opção, e vou bater nas portas das pessoas. O máximo que eu puder, não vou deixar de procurar as pessoas, independentemente de suas escolhas anteriores, opiniões ou crenças. Vou procurar todo mundo e chamar para ver se podemos ter uma união pelo Acre”, pontuou.
O ex-presidente da ApexBrasil destacou ainda a importância de manter o protagonismo do Acre em Brasília e de trabalhar nas grandes causas do estado: “O Acre precisa voltar a ter protagonismo aqui, alguém que seja conhecido, que possa ligar, pedir audiência e ser atendido, e a gente ter um processo de trabalhar nas grandes causas do Acre, como a BR-364, ajudar os produtores para que eles possam produzir mais, ajudar a juventude para que tenha expectativa de vida melhor, cuidar dos idosos, das crianças e enfrentar a violência. Não é só um aperto de mão ou um tapinha nas costas. A única coisa que vou buscar é amizade e consideração, que sempre tive”, observou.

“Tenho duas filhas que moram no Acre, meus netos, e quero um mundo melhor para eles. Vou dizer o máximo que posso: conversa com teu pai, com teu avô, porque me sinto novo, disposto, sigo correndo minha maratona, maratona inteira, e vou entrar. Agora, num período de seis meses, de uma grande maratona, que é difícil e leva à exaustão, estou disposto à exaustão pelo Acre”, ressaltou.
Ao encerrar, Viana ressaltou a importância de sua atuação junto ao governo federal: “Eu tenho expectativa grande, respeito quem não gosta, respeito quem criou antipatia, mas são esses tempos. Quem não gosta do presidente Lula, a gente foi o presidente que mais ajudou. Eu acho que o presidente Lula pode, hoje, ser o favorito para ser o próximo presidente, e quem vai fazer interlocução em nome do Acre com esse novo presidente? Eu quero ser esse interlocutor pelo Acre, se for a vontade da população. Sou cristão, acho que tudo é destino, e se for vontade de Deus, vou ocupar o mandato de senador para trabalhar pelo Acre. É um dia realmente histórico na minha vida, pra esse momento que iniciamos na política. Vamos começar o trabalho e em outubro a população vai escolher quem ela confia para os destinos do Acre e do Brasil”, pontuou.


