O governo do Acre decretou, neste domingo (5), situação de emergência em seis municípios afetados pela cheia dos rios: Tarauacá, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro. A medida foi assinada digitalmente pela governadora Mailza Assis e tem como objetivo intensificar as ações de assistência às populações atingidas, além de viabilizar o acesso a recursos federais.
A coletiva de imprensa para detalhar o decreto foi realizada de forma presencial, na sede do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac), em Rio Branco. Apesar de estar prevista para participar do ato, a governadora não compareceu ao local e formalizou a assinatura do documento de forma remota.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, o cenário de enchentes no Acre se agravou ao longo dos últimos meses, com sucessivos decretos de emergência desde o fim de 2025. Segundo ele, o alto volume de chuvas registrado principalmente nas últimas duas semanas elevou significativamente os níveis dos rios, provocando impactos diretos em áreas urbanas, comunidades ribeirinhas e populações indígenas.

“Nós tivemos chuvas em grande volume desde o final de dezembro, com decretos sucessivos em diversos municípios. Agora, com esse novo decreto, conseguimos ampliar as ações tanto das defesas civis municipais quanto do Estado, além de facilitar a solicitação de recursos complementares junto ao governo federal”, explicou.
Ainda segundo Batista, mais de 40 mil pessoas foram atingidas pelas inundações recentes em todo o estado. Ele ressaltou que, embora alguns rios já apresentem sinais de vazante, a previsão meteorológica indica a continuidade de chuvas acima da média nos próximos dias, o que mantém o nível de alerta das autoridades.
“O decreto tem vigência de 180 dias e permite não só ações humanitárias imediatas, mas também a elaboração de planos de resposta e assistência que serão encaminhados ao governo federal. O objetivo é garantir suporte emergencial e também o restabelecimento das áreas afetadas”, destacou.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, reforçou que o monitoramento técnico tem sido fundamental para subsidiar as decisões do governo. Segundo ele, a atuação da Secretaria de Meio Ambiente ocorre por meio do Centro Integrado de Inteligência e Geoprocessamento (Sigma), responsável por analisar dados e emitir alertas.
Carvalho também destacou a importância da articulação entre Estado e municípios, por meio de uma rede de governança que busca ampliar a difusão de informações e melhorar o atendimento às famílias atingidas.
“A partir do momento em que identificamos a elevação dos níveis dos rios, elaboramos notas técnicas que são encaminhadas à Casa Civil. Isso permite decisões mais rápidas, como a emissão do decreto, garantindo que as ações cheguem com mais agilidade à população”, afirmou.


