Supermercados vão poder vender remédios; entenda o que muda com a nova lei

Supermercados vão poder vender remédios — Foto: Reprodução/EPTV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que permite que medicamentos sejam vendidos em supermercados.


Na prática, a lei permite que supermercados tenham uma área dedicada à venda de medicamentos, desde que esse espaço funcione como uma farmácia de fato — com regras próprias, controle técnico e separação do restante da loja.


A medida já está em vigor. Algumas redes de supermercado, como a Assaí, já vinham anunciando a instalação de farmácias próprias dentro dos mercados assim que a lei fosse aprovada.


Veja abaixo o que muda na prática:

 


  • Supermercados passam a poder ter farmácias, mas sem venda em gôndolas comuns

 


A nova legislação autoriza a instalação de drogarias nesses espaços, mas mantém a proibição de expor medicamentos junto a alimentos ou outros produtos.


  • Área deve ser exclusiva e funcionar como uma farmácia independente

 


O espaço precisa ser delimitado, separado do restante do supermercado e seguir as mesmas regras sanitárias de uma drogaria tradicional.


  • Presença de farmacêutico continua obrigatória durante todo o funcionamento

 


O profissional deve estar fisicamente presente para orientar os pacientes e garantir o controle na dispensação.


  • Vai ser permitida venda de medicamentos controlados

 


Medicamentos controlados exigem receita, que fica retida, e só podem ser entregues após o pagamento — com transporte lacrado se o caixa for fora da farmácia.


  • Operação pode ser do próprio supermercado ou de uma rede licenciada

 


O espaço pode funcionar como uma farmácia própria ou ser operado por uma drogaria já autorizada.


O que diz o Conselho de Farmácia?

 


O Conselho participou da discussão do projeto e considera o texto uma vitória, diante da forma como ele vinha sendo discutido. Inicialmente, a regra previa venda de medicamentos em gôndolas dos supermercados.


“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos. Agora, caberá aos órgãos fiscalizadores cumprir seu papel e garantir o efetivo cumprimento da legislação”, disse Walter Jorge, presidente do CFF.


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