Durante coletiva de imprensa realizada em Rio Branco, na tarde desta segunda-feira (23), no evento de reinauguração da Biblioteca da Floresta e da nova sede do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC), o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), pré-candidato ao Senado em 2026, comentou com cautela o resultado da mais recente pesquisa Delta/TV Gazeta, que o coloca na liderança da disputa, e também destacou o crescimento da vice-governadora Mailza Assis (PP) na corrida pelo governo do Estado.
De acordo com o levantamento, Cameli aparece na primeira colocação para o Senado, com 28,57% das intenções de voto, à frente de Márcio Bittar (20,68%), Jorge Viana (13,84%) e Mara Rocha (8,79%). Já Mailza surge em segundo lugar na disputa pelo governo, com 20,78%, atrás apenas de Alan Rick, que lidera com pouco mais de 40%, e à frente do prefeito Tião Bocalom, que registra cerca de 15%.
Em entrevista, Cameli afirmou que recebeu os números “com alegria”, mas evitou qualquer clima de euforia. “Eu respeito números, eu não brinco com números. Não existe eleição ganha. Por mais que qualquer candidato esteja disparado na frente, ganha-se no dia da eleição”, declarou.
Apesar de liderar a disputa ao Senado, o governador ressaltou que seu foco não está nos índices positivos, mas sim nos dados de rejeição. Segundo ele, esse é o principal termômetro para avaliar a solidez de uma candidatura. “O número que eu mais trabalho não é o positivo. É qual é o maior número de rejeição. Esse que é o meu foco”, destacou.
Cameli também comentou o desempenho de Mailza Assis, que, segundo ele, apresentou crescimento expressivo nas intenções de voto para o governo. O governador relembrou que, há pouco tempo, a vice tinha baixa pontuação nas pesquisas e agora já aparece competitiva. “Ano passado, a Mailza não tinha dois dígitos. Hoje, ela está com vinte e poucos por cento”, afirmou, em referência ao índice atual de 20,78%.
O chefe do Executivo atribuiu esse avanço à consolidação do grupo político formado por PP, PL, União Brasil e MDB, e demonstrou confiança de que a pré-candidatura da aliada tende a ganhar ainda mais força com o início mais efetivo da campanha. “Quando a máquina cair em campo – e quando eu digo máquina são as pessoas, as estruturas dos partidos – nós vamos ter muito sucesso”, disse.