Servidores públicos do Estado do Acre realizaram, nesta terça-feira (24), mais um ato público em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em Rio Branco. A manifestação é organizada pela Frente Única Sindical, que reúne 23 entidades, associações e sindicatos de servidores estaduais. As categorias reivindicam a concessão de revisão, auxílio-alimentação e auxílio-saúde.
Na semana passada, na terça-feira (17), representantes da frente se reuniram com o secretário de Governo, Luiz Calixto. Naquele encontro, ficou definido que o governo teria um prazo para apresentar resposta sobre as demandas. Até o momento da manifestação, o Executivo estadual não se pronunciou.
O sindicalista Gerliano Nunes, do Sindicato dos Técnicos de Gestão Pública e de Gestão de Políticas Públicas do Acre, representou a frente durante o ato. Ele afirmou que as pautas estão protocoladas há mais de 200 dias sem retorno do governo.
“A gente está aqui em mais um ato público. Tivemos um na semana passada, tivemos um anterior também. Até o momento a gente ainda não teve uma posição do governo do estado sobre esses pleitos”, disse Gerliano.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Segundo o sindicalista, a frente já realizou uma pré-análise do impacto financeiro das demandas. “A gente estima que o impacto em folha dos três pleitos, caso o estado queira atender o seu conjunto de servidores, inclusive os inativos, tem em torno de 91 milhões por mês”, afirmou.
Gerliano disse que os sindicatos não descartam novas formas de pressão, incluindo concentrações em frente à Casa Civil e à residência da vice-governadora, que assume o governo do estado nos próximos dias. “Esses atos não têm fim enquanto o governo não se posicionar. A gente vai estar aqui na próxima semana novamente”, declarou.
Durante o ato, os manifestantes também planejam conversar com deputados estaduais, em especial da base do governo, para solicitar apoio político na construção de uma mesa de negociação com o Executivo.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Sobre as reuniões com o governo, Gerliano foi categórico.“É inadmissível que depois de mais de 200 dias, na última reunião que a gente teve, a gente chegue sem nenhuma posição do governo. O governo tem todos os instrumentos para fazer seus estudos e tomar suas decisões.”
A frente sindical estima representar cerca de 30 mil servidores públicos estaduais, com categorias que incluem profissionais de segurança pública, militares, saúde, engenharia e gestão pública.