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Relatório do Idaf sobre monilíase expõe Rota do Cacau como prioridade

A divulgação do Relatório do Programa Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação da Monilíase expõe como a Rota do Cacau tem recebido um tratamento prioritário por parte das secretarias diretamente envolvidas com a cadeia produtiva do fruto.


O relatório não faz referências diretas à cadeia produtiva nem do cacau e nem do cupuaçu, principais focos da ação do fungo. A missão do Idaf é manter um ecossistema seguro para a saúde das plantas. O relatório trata disto e do que foi feito para a sustentabilidade em todas as regiões do Acre.


Mas essa relação é direta. Ainda na gestão do ex-secretário de Estado de Agricultura Luiz Tchê, o cacau foi apresentado como uma cultura estratégica. Recentemente, uma missão acreana foi a Belém participar de debates sobre a cadeia produtiva do cacau (o Pará disputa com a Bahia a liderança na produção do mercado brasileiro). Um convênio com o Sebrae/AC de quase R$ 2 milhões foi assinado para iniciar a formulação do que seria uma cadeia produtiva do cacau aqui no Acre. O que ganhou relevância com Luiz Tchê deve ser mantido pela atual secretária, Themyllis Lima da Silva. Só que, para isto, é preciso combinar com Francisco Thum e a equipe do Idaf.


Alguns dados do relatório, assinado pelos coordenadores Ramiro Albuquerque de Lima e Maísa Pinto Bravin, chamam atenção. O primeiro é a reação interinstitucional na execução do programa de prevenção e controle. Sema, Imac, Seagri, Ufac, Ifac, Deracre e até mesmo a Polícia Militar participaram de todo o processo durante o ano de 2025. Não se mobiliza tantos órgãos de Estado se o resultado não for compreendido como estratégico.


Segundo evidência: o Idaf não se limitou a atuar nas regiões de foco da doença. Vale do Juruá, Vale do Rio Acre, Vale do Rio Purus, Vale dos Rios Tarauacá e Envira, sem contar as 6.505 abordagens feitas na Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Rio Liberdade, entre janeiro e dezembro, período analisado pelo relatório. Quinzenalmente, equipes do Idaf de outras regionais se revezam para garantir o trabalho de abordagem na Ugai Liberdade.


Outro detalhe que chama atenção: os técnicos do Idaf encontraram alguma resistência de moradores em relação às podas. Realmente, são podas drásticas, mas necessárias para o controle ou prevenção. Muitos moradores estavam resistindo a permitir a ação dos técnicos. “A comunidade resiste à poda: tem apego afetivo à planta. Alguns pedem que a equipe retorne na entressafra”, diz o relatório. O que pode parecer um gesto de carinho acaba aumentando o risco de comprometer a saúde vegetal de toda região.


A situação ficou insustentável a tal ponto que o Idaf teve que pedir ajuda ao Imac para que ficasse claro: impedir a poda atenta contra a legislação ambiental.


O relatório lembra também que o Acre ainda está sob emergência fitossanitária até agosto de 2026. É abordada a necessidade de se aumentar os investimentos no programa e também da urgência de se regulamentar o decreto da Lei de Defesa Sanitária Vegetal nº 3.730 de 20 de abril de 2021. “Atualmente em tramitação na Casa Civil”, lembram os coordenadores, a aprovação da regulamentação da lei “permitirá maior segurança jurídica, agilidade e efetividade na execução das medidas fitossanitárias”.


 


 


 


 


 


Fonte: ac24Agro


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