Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta segunda-feira (2), após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.
O petróleo bruto dos EUA subiu 7,8%. O petróleo Brent, referência internacional, disparou 6,5%, sendo negociado a cerca de US$ 77 o barril, após ter ultrapassado brevemente os US$ 82 no início do pregão. Os preços do petróleo já vinham subindo em antecipação a um ataque ao Irã.
Enquanto isso, os futuros das ações em Wall Street caíram.
Os futuros do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones recuaram mais de 1%. Mas as ações da Exxon e da Chevron subiram no pré-mercado, já que os altos preços do petróleo tendem a impulsionar os lucros das empresas petrolíferas.
As ações do setor de defesa, como Northrop Grumman e Lockheed Martin, também registraram forte alta.
Os investidores apostam que a atual perturbação no mercado de petróleo devido às greves será relativamente breve. No entanto, persiste uma incerteza significativa quanto ao alcance e à duração do conflito, que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderá durar semanas.
Distúrbios em larga escala, um vácuo de poder caótico, greves que interrompam a produção de petróleo ou uma paralisação prolongada de um canal crítico de transporte de petróleo podem eventualmente levar o preço do barril a US$ 100 ou até mais, alertam analistas do setor.
Se isso acontecer — e o mercado atualmente aposta contra esse cenário — os preços da gasolina podem disparar. Isso poderia forçar os americanos a pagar um preço pela mudança de regime no Irã, agravando as preocupações com a acessibilidade financeira.


