Apesar de falarem que a idade é apenas um número e o que importa realmente é como você se sente, uma pesquisa realizada com mais de 4 mil pessoas por todo o Reino Unido, promovida pelo Centre for Ageing Better (Centro para um melhor envelhecimento, em tradução livre), chamada Age Without Limits (Idade sem limites), mostrou como diferentes gerações percebem o envelhecimento.
Enquanto os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) acreditam que a velhice começa aos 67 anos, seus filhos e netos, ou a chamada geração Z (nascida aproximadamente entre meados dos anos 1990 e 2010), acreditam que seja muito mais cedo.
Segundo eles, personalidades como Michelle Obama, Brad Pitt e Lisa Kudrow já entraram oficialmente no envelhecimento. Todos os três artistas têm 62 anos. Os mais jovens acreditam que nessa idade começa o declínio cognitivo.
Entretanto, a dificuldade de adaptação à tecnologia começa três anos antes, aos 59. A pesquisa também mostrou que, aos 56 anos, não se fica bem “usar as últimas tendências da moda”.
O que frequentemente observamos em relação às crenças sobre idade e envelhecimento é uma preocupação real em envelhecer. E então, à medida que atingimos esses marcos, para muitos, os medos e preocupações em relação a essa idade se dissipam um pouco com a realidade. Ser submetido a uma enxurrada de mensagens preconceituosas sobre a idade ao longo de nossas vidas, com crianças de apenas dez anos querendo comprar maquiagem antienvelhecimento, por exemplo, dá às pessoas uma visão indevidamente pessimista de como será envelhecer”, afirmou Katherine Crawshaw, co-líder da campanha.
A análise dos dados também revelou que um quinto da Geração Z, com idades entre 18 e 29 anos, não acredita que terá uma boa aparência quando estiver “mais velho” e um quarto não espera ter muitos familiares ou amigos por perto na velhice.
Cerca de 27% não acreditam que estarão com boa saúde quando forem idosos e tendem a achar que as pessoas se divertem menos à medida que envelhecem.
No entanto, eles pareciam ter uma visão mais compreensiva sobre o valor dos trabalhadores mais velhos em comparação com os Baby Boomers e eram mais propensos a pensar que, no geral, as pessoas nessa faixa etária são profissionais desejáveis para os empregadores.
O objetivo da pesquisa, segundo os autores, era destacar a natureza prejudicial do preconceito etário em todos os aspectos da sociedade.
Adotamos uma visão simplista do preconceito etário e poderíamos supor que as gerações mais jovens tendem a ter opiniões mais depreciativas em relação à terceira idade; entretanto, a realidade é muito mais complexa do que isso, como mostram nossas pesquisas mais recentes”, afirmou Harriet Bailiss, co-líder da campanha.