Os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o Acre iniciou 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais nesta quarta-feira (11). De acordo com levantamento analisado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), o estado registrou mais desligamentos do que admissões no mês de janeiro.
Segundo os números, foram 3.810 contratações contra 4.702 demissões, resultando em saldo negativo de 892 postos de trabalho. Entre os setores da economia, o segmento de serviços foi o que mais registrou desligamentos, com 715 demissões, seguido pelo comércio e pela administração pública.
Na análise da Fecomércio, o cenário está diretamente relacionado ao contexto econômico enfrentado pelas empresas no final de 2025. Para o assessor da presidência da entidade, Egídio Garó, o resultado reflete uma combinação de fatores que impactam a atividade econômica.
“Tais resultados são reflexo do momento econômico vivenciado pela maioria das empresas ao final do ano anterior, devido às altas taxas de juros e da própria Selic, associado à alta do dólar, notadamente para empresas que dependem de matéria-prima importada, além das dificuldades de crédito e do alto endividamento do consumidor, que diminuem a pressão de demanda, reduzindo a produção dos setores econômicos abordados no Novo CAGED”, explicou Garó.
Ainda conforme o levantamento, Rio Branco liderou o número de demissões no estado. A capital registrou 2.674 admissões, mas teve 3.292 desligamentos, fechando o mês com saldo negativo de 618 vagas formais.


