Alexandre de Moraes completa nove anos de STF com poder ampliado e sob controvérsias

Ministro Alexandre de Moraes na sessão plenária • Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes completa nove anos no Supremo Tribunal Federal neste domingo. Ele tomou posse em 2017, após a morte do ministro Teori Zavascki, vítima de um acidente aéreo.


Com a vaga aberta e mesmo com um mandato curto após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), o então presidente Michel Temer pôde indicar seu ministro da Justiça para a Corte.


O início de Moraes no STF foi discreto, mas seu protagonismo cresceu com a abertura do chamado “Inquérito das Fake News”. Instaurado de ofício pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, o caso teve Moraes escolhido a dedo como relator. A investigação, sigilosa, tornou-se uma das mais longevas do tribunal, tendo completado sete anos neste mês.


A partir dele, Moraes passou a relatar uma série de investigações sobre suspeitas de ataques à democracia. Muitos desses casos chegaram a ele por prevenção, uma regra de distribuição de processos do STF que concentra ações semelhantes sob o mesmo relator para evitar decisões contraditórias.


O inquérito, no entanto, tornou-se alvo frequente de críticas, seja por decisões consideradas excessivas, seja por sua amplitude e formato. Diversas entidades defendem seu encerramento. Ainda assim, ele é apontado como um dos principais fatores para a consolidação do poder de Moraes no tribunal.


No início, as investigações não tinham como foco o campo bolsonarista. À época, a abertura do inquérito foi interpretada como resposta a ataques ao STF vindos de integrantes da Operação Lava Jato e de seus apoiadores em um momento em que a Corte revisava condenações, inclusive a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL).


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