Israel lançou na manhã deste domingo (1º) uma nova onda de ataques contra Teerã, capital do Irã, e outras regiões do país. O Irã, em contrapartida, respondeu com uma salva de mísseis contra o território israelense.
“A Força Aérea iniciou neste momento uma ampla onda de ataques contra alvos do regime terrorista iraniano no coração de Teerã. Ao longo do último dia e da última noite, a Força Aérea realizou ataques extensivos com o objetivo de alcançar superioridade aérea e abrir caminho em direção a Teerã”, afirmou o Exército israelense em comunicado.
Explosões foram ouvidas em diversas regiões de Teerã, e colunas de fumaça pela capital iraniana foram registradas por agências de notícias locais e internacionais. O aeroporto internacional de Mashhad, no nordeste iraniano, foi atingido por míssil.
O Irã, por sua vez, lançou uma nova onda de mísseis contra o território israelense e também contra outros países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos.
“Ontem, mísseis iranianos foram disparados contra os Estados Unidos e Israel, e foi doloroso. Hoje serão disparados de forma ainda mais dolorosa”, afirmou neste domingo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.
“As sirenes foram acionadas em várias áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção ao Estado de Israel. No momento, a Força Aérea israelense está operando para interceptar e atacar ameaças quando necessário, a fim de eliminar o risco”, afirmou o Exército israelense em comunicado.
Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se há feridos ou mortos nos ataques em Israel e no Irã. O Catar afirmou que 16 pessoas ficaram feridas após bombardeios iranianos neste domingo.
Um porta-voz do Exército israelense afirmou em coletiva que a nova salva de mísseis contra o Irã destruiu dezenas de mísseis “prontos para serem lançados contra Israel” e que a “maioria dos sistemas de defesa aérea iranianos nas partes oeste e central do país foram desmantelados”.
Irã confirma morte de Khamenei
Horas antes, no final da noite de sábado (28), no horário de Brasília, o governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei. Khamenei era o líder supremo do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio.
Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação.
O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.
O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”.
Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado.
“Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, completa a nota.
A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.
O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado.
Em uma rede social, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel. Segundo ele, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.
Na Truth Social, Trump afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele disse esperar que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança se unam à população para “devolver grandeza” ao país.
“Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte”, afirmou.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que Khamenei estava morto. Segundo ele, forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo.
Ataque
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Imagem de satélite mostra fumaça preta subindo e grandes danos no complexo do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após ataque — Foto: Pleiades Neo (c) Airbus DS 2026/Divulgação via REUTERS
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho.
Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.
Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias.
No mesmo pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar.
“Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou.
Em inglês, Netanyahu acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em janeiro, o norte-americano afirmou que estava enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei.
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
• Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
• Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em difer entes regiões do país.
• Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
• O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
• Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
• Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas.
• Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local.
• Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
• Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
• 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.


