José Barroso Braga, de 77 anos, ficou ferido após ser atropelado por uma motocicleta na tarde desta terça-feira (10), na Rua Franco Silva, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, região do Segundo Distrito de Rio Branco. O idoso sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) leve e um ferimento na região da testa.
Segundo relatos de testemunhas, José conversava com amigos em um estabelecimento comercial localizado na própria rua onde ocorreu o acidente. Durante a conversa, começou a chover e, para evitar se molhar, o idoso decidiu atravessar a via correndo para retornar à residência, situada em frente ao local. Ao entrar na pista sem observar o fluxo de veículos, acabou sendo atingido por uma motocicleta modelo Mottu, de cor preta, conduzida por um homem que não teve a identidade divulgada.
Com a colisão, o idoso foi arremessado e caiu no asfalto, batendo a cabeça contra o chão. Pessoas que presenciaram o acidente prestaram ajuda imediata e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Moradores da região afirmaram que a ambulância levou cerca de uma hora para chegar ao local. Durante esse período, populares permaneceram ao lado da vítima aguardando o atendimento.
Quando a equipe de suporte básico do SAMU chegou, José Barroso Braga foi imobilizado, recebeu os primeiros atendimentos ainda na rua e depois foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco. O estado de saúde dele foi considerado estável.
O Policiamento de Trânsito também foi acionado para atender a ocorrência. A área foi isolada para a realização da perícia e, após os procedimentos, a motocicleta foi liberada ao condutor, que permaneceu no local do acidente e prestou assistência à vítima.
Um vídeo gravado por um morador mostra a movimentação de pessoas em volta do idoso enquanto aguardavam a chegada da ambulância. Nas imagens, também é possível ouvir reclamações de moradores sobre a demora no atendimento, principalmente por se tratar de uma pessoa idosa.
Uma fonte ligada ao SAMU relatou à reportagem, sob condição de anonimato, que parte das ambulâncias da frota estaria em condições precárias e outra parte fora de circulação para manutenção em uma oficina responsável pelos serviços. Ainda segundo a fonte, no momento do acidente não havia ambulâncias disponíveis para atendimento imediato, pois as unidades estavam empenhadas em outras ocorrências, incluindo as duas de suporte avançado.