Dois dois seis homens que mataram o fazendeiro João Paulino da Silva Sobrinho, conhecido como “João Sucuri”, em abril de 2025, em Rondônia, foram presos nesta terça-feira,31, na Estrada da Transacreana, em Rio Branco,pelo Grupo Especial de Fronteira ( Gefron) e Polícia Militar. Eles estavam armados , houve troca de tiros e o terceiro acusado consegui fugir. Os três são irmãos.
Eliandro de Carvalho Ferreira e Elves de Carvalho Ferreira foram presos e Kenas de Carvalho Ferreira, fugiu. Com eles havia uma pistola 9mm, um Rifle 22 é uma Espingarda 16, que foram apreendidas.

O coordenador do Gefron, coronel Assis, conta que o serviço de inteligência da justiça de Rondônia avisou às forças de segurança do Acre sobre a presença dos criminosos na Transacreana. Eles fizeram o percurso em caminhonete e quadriciclos até encontrar os três irmãos.
“A operação foi integrada entre Polícia Militar e Gefron no Km 165 da Transacreana. São três foragidos da justiça de Rondônia, que mataram e fizeram uma crueldade com um fazendeiro no ano passado. Em contato com o trabalho de inteligência deles lá com a gente aqui no Acre, descobrimos onde eles estavam essa manhã. Estartou ontem a operação de madrugada, e hoje de manhã a equipe do Gefron junto com a equipe do primeiro batalhão, conseguiram localizar onde eles estavam. Teve uma troca de tiro, infelizmente um fugiu, as duas pessoas foram capturadas e foram apreendidas três armas de fogo”, contou o coronel Assis.
O caso
João Sucuri e seu vaqueiro foram surpreendidos por um grupo de cinco a seis homens fortemente armados e encapuzados na fazenda dele em 2025z Enquanto o funcionário, mesmo ferido de raspão, conseguiu fugir pela mata, o fazendeiro foi atingido por múltiplos disparos que causaram traumatismo cranioencefálico e facial fatal. Em uma demonstração de barbárie, os assassinos deceparam a orelha esquerda da vítima para levar como um “troféu” macabro.
A apuração revelou que os executores foram contratados no Acre e possuem ligação direta com a facção Comando Vermelho. Logo após a execução, o bando invadiu a sede da fazenda, fez mulheres e crianças de reféns (incluindo um bebê de dois meses) e exibiu a orelha da vítima para aterrorizar a família, além de incendiar veículos e propriedades.A motivação teria sido vingança, pois Nilson, o mandante do crime e vizinho da vítima,culpava “João Sucuri” pela morte de seu filho em 2024.

