Flávio pede que CPI do caso Master inclua Haddad, Rui Costa e presidente do BC

Senador, Flávio Bolsonaro durante entrevista. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (10) um requerimento para ampliar o alcance da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta no Senado para investigar os desdobramentos do caso Banco Master.


O parlamentar quer incluir no escopo da investigação o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


O pedido foi protocolado como aditamento à proposta de criação da CPI, originalmente apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A comissão foi sugerida após o avanço das investigações e do debate político envolvendo o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro.


Além das autoridades do governo federal, o requerimento também solicita que os parlamentares investiguem o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.


Ampliação do escopo da CPI

No documento encaminhado ao Senado, Flávio Bolsonaro defende que a comissão analise possíveis vínculos entre as autoridades citadas e a instituição financeira envolvida nas investigações.


O requerimento pede a “apuração de possíveis relações institucionais, pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre os nomes incluídos na proposta e o Banco Master.


Segundo o senador, o objetivo é examinar se eventuais contatos ou interações podem ter produzido efeitos sobre decisões ou sobre a atuação de órgãos ligados à regulação do sistema financeiro.


Reunião com Lula entra no pedido

O documento também menciona um encontro ocorrido em dezembro de 2024 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto.


Segundo o parlamentar, a reunião não teria sido registrada na agenda oficial do presidente. O requerimento afirma que a CPI deveria analisar as circunstâncias do encontro e eventuais repercussões institucionais.


“A ampliação ora proposta abrange, em especial, a verificação das circunstâncias relacionadas a eventual reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial”, afirma o texto.


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