O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, analisou a participação do setor da agropecuária no PIB de RS$ 12,7 trilhões registrados pelo IBGE em relação ao ano passado. A agropecuária foi o grande destaque, com participação de 11,7%. Em linhas gerais, apesar da crise no preço das commodities, sobretudo soja e milho, o produtor insiste.
“A agropecuária tem uma característica interessante: o produtor rural que planta a sua lavoura anual, seja de soja, milho ou de qualquer outro produto, por mais que você viva uma crise, mas ele tem uma experiência naquele negócio, ele tem um investimento fixo bastante grande, ele tem investimento em máquinas. Ele se prepara todo ano para fazer a safra. O que resta pra ele? Resta ter uma expectativa de ter uma produtividade cada vez melhor e de ter, na safra, ter mercados melhor remunerados”, avaliou Veronez.
A quase insistência do produtor, mesmo em um ambiente adverso, revela um perfil de quem precisa acreditar na melhora de cenários. “Então, ele acaba plantando de novo. Ele não deixa de plantar. A não ser aquele que quebra. Mas a maioria que está com endividamento, procura um mecanismo de prorrogação, de amortizar uma parte, rolar essa dívida. Mas ele continua plantando. Porque ele acredita no negócio dele. Ele não tem outra coisa para fazer. Ele não vai ficar olhando para a terra dele sem nada. Ele sempre tem como característica principal a esperança, a expectativa de dias melhores. Então, apesar da crise que atravessa determinados segmentos da economia agrária brasileira, do agronegócio de um modo geral, a produção continua crescente”.
Veronez pondera que a guerra no Oriente Médio, atingindo bons clientes da agropecuária brasileira, certamente, vai trazer impacto, associado à quase dependência do setor agroexportador da demanda chinesa, que compra 50% de tudo que o segmento brasileiro exporta.
“Aqui no Acre mesmo, nós estamos vendo os números da soja que está sendo colhida agora. Todos os produtores estão apresentando números bem melhores do que os do ano passado porque o clima está ajudando mais. Não tivemos aqueles problemas climáticos que tivemos ano passado. O Brasil tem essa vocação para o agronegócio e a gente tem gente preparada para fazer isso. Tivemos muito investimentos nesses últimos anos e isso vai alavancando”, afirmou.
Fonte: ac24Agro


