Exame de DNA deve confirmar se ossada achada em mata é de idoso desaparecido há 2 meses no AC

Polícia Civil disse que as roupas são semelhantes as vestimentas do aposentado Pedro Vilchez — Foto: Rede Amazônica

Um exame de DNA será feito para tentar identificar a ossada achada por um caçador na tarde da última quinta-feira (19) em uma área de mata no Ramal Aquiles Peret, na região do bairro Jorge Lavocat, em Rio BrancoSegundo a Polícia Civil, as roupas localizadas no local são semelhantes às vestimentas usadas pelo aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu no dia 18 de janeiro.


De acordo com o coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Pedro Paulo Buzolin, ainda não é possível confirmar que os restos mortais pertençam ao idoso, mas essa é, neste momento, a principal linha de apuração da polícia.


“Possivelmente, a ossada que foi achada pode ser dele. As vestes se parecem com do senhor Pedro. Agora, nós iremos realizar a perícia, o exame de DNA, visando comprovar se aqueles restos mortais pertencem ao senhor Pedro, e também iremos realizar outros exames”, afirmou o delegado.


Ainda segundo Buzolin, os procedimentos periciais também devem buscar identificar se a morte ocorreu por causas naturais ou violentas, embora o estado avançado de decomposição dificulte a análise com precisão.


A ossada foi encontrada por um trabalhador em uma área de difícil acesso na zona rural da capital. Conforme o delegado, o local fica nas proximidades do bairro Jorge Lavocat e não é tão distante de onde Pedro Vilchez foi visto pela última vez.


“Aquela área não é tão distante de onde ele foi visto pela última vez, então nós iremos realizar agora todos os exames, todas as perícias necessárias visando comprovar a identidade daqueles restos mortais, bem como a causa da morte”, disse.


g1 entrou em contato com a família do idoso e aguarda retorno. A última vez que Pedro Vilchez foi visto foi caminhando pela estrada do Ramal do Mutum. Ele usava calça jeans, blusa e chapéu brancos.


O caçador contou à polícia que estava andando na mata quando se separou com a ossada. O corpo não estava enterrado e estava a 800 metros do ramal.


Pedro Vilchez sumiu de casa no último dia 18 após sair para comprar refrigerante em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Pedro Vilchez sumiu de casa no último dia 18 após sair para comprar refrigerante em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Idoso desaparecido

 


Pedro Vilchez é aposentado, morava em Boca do Acre, no Amazonas, com a filha e veio para capital acreana há quatro meses em tratamento de saúde. Contudo, em 18 de janeiro, ele saiu dizendo que ia até um comércio do bairro comprar refrigerante para o almoço da família.


A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não há indícios de crime, o trabalho foi focado em obter informações para localizá-lo. Portanto, as oitivas geralmente são informais.


À época, o delegado Pedro Paulo Buzolin disse à Rede Amazônica Acre que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando.


O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou, na época, que todos os equipamentos e esforços foram aplicados às buscas, incluindo cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis e ações estratégicas de inteligência da Sejusp.


Sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas.


Além disto, na quarta (18), quando fez dois meses do sumiço do idoso, Tauane Vilchez falou sobre a angústia da família em não ter notícias do paradeiro do aposentado.


Fonte: G1 Acre


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