Pessoas com sangue tipo B precisam ser ainda mais cuidadosas em relação ao seu estilo de vida (alimentação, peso e sedentarismo) para evitar desenvolver diabetes tipo 2.
De acordo com uma revisão abrangente, pessoas com sangue tipo B – positivo ou negativo – apresentaram um risco 28% maior de desenvolvera doença do que pessoas com outros tipos sanguíneos.
O levantamento, publicado na BMC Medicine, incluiu 51 artigos de revisão sistemática com meta-análise, abrangendo 270 associações.
“Até o momento, a associação entre grupos sanguíneos e os desfechos de saúde humana seguia controversa. Recalculamos cada associação e encontramos apenas um [caso de] evidência convincente de associação entre o grupo sanguíneo B e o risco de diabetes mellitus tipo 2 em comparação com os grupos sanguíneos não-B”, explica a epidemiologista Fang-Hua Liu, do Hospital Shengjing da Universidade Médica da China, principal autora do estudo, em um comunicado.
De acordo com os pesquisadores, o risco 28% maior não é um número desprezível, embora o estilo de vida ainda pese mais. Por exemplo, apenas 50 g de carne processada por dia aumentam o risco de diabetes tipo 2 em 37%. Um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco em 112%. E o sobrepeso é um dos fatores de risco mais fortes conhecidos.
Tipo sanguíneo
O sangue humano é categorizado em oito grupos principais com base nos açúcares e proteínas, ou na ausência deles, presentes na superfície das hemácias.
Os tipos A, B e AB são baseados na presença de antígenos – moléculas de açúcar que podem desencadear uma resposta imunológica. O sangue do tipo O não possui antígenos A nem B.
Já os fatores Rh são proteínas que determinam a compatibilidade sanguínea e conferem ao sangue sua designação positiva ou negativa.


