“Estou entregando a prefeitura com dinheiro e obras garantidas”, declara prefeito

Foto: Sérgio Vale

Após a inauguração da nova sede do Instituto de Previdência do Município de Rio Branco (RBPrev), o prefeito Tião Bocalom (PSDB) concedeu entrevista ao ac24horas nesta sexta-feira, 27, e afirmou que deixará a prefeitura no próximo dia 3 de abril com “sentimento de dever cumprido”.


Segundo o prefeito, a principal marca da gestão foi o cuidado com o dinheiro público. Ele destacou que, desde o início do mandato, adotou a prática de só realizar investimentos com recursos garantidos em caixa.


“Quando a gente cuida bem do dinheiro público, ele rende e cria oportunidades. Eu sempre trabalhei assim: só faço investimento quando há dinheiro disponível. Não adianta assumir compromissos sem saber se poderá pagar”, declarou.


Bocalom afirmou que, ao longo da gestão, a prefeitura acumulou recursos em caixa, o que permitiu planejar obras com segurança financeira.


O prefeito ressaltou que as obras entregues e as que ficarão para conclusão da próxima gestão possuem recursos assegurados.


Como exemplo, citou o Mercado Elias Mansur, que conta com R$ 20 milhões destinados por emenda parlamentar e R$ 10 milhões de contrapartida do município, já reservados. Também mencionou creches em fase final de execução, com valores garantidos para conclusão. “Não estamos deixando obras sem dinheiro. Tudo o que está em andamento tem recurso em conta. Não será preciso correr atrás depois”, afirmou.


Destino do prédio do RBPrev

Bocalom explicou que o prédio do RBPrev deverá gerar receita ao fundo de previdência. Segundo ele, a ideia é que o município utilize o espaço e pague aluguel ao próprio instituto, fortalecendo o caixa da previdência municipal.“O prédio é do RBPrev, então ele precisa gerar dividendos para o fundo. Ao invés de pagar aluguel a terceiros, o município pode pagar ao fundo de previdência, garantindo sustentabilidade futura”, disse.


O prefeito destacou que o fundo possui atualmente cerca de R$ 1,4 bilhão em caixa — valor que, segundo ele, era de aproximadamente R$ 550 milhões no início da gestão. Para Bocalom, isso representa segurança aos servidores que ainda estão na ativa e aos aposentados. “Isso é garantia de que quem está trabalhando hoje terá aposentadoria tranquila no futuro”, afirmou.


Foto: Sérgio Vale

PSDB e eleições

Bocalom confirmou que assumiu recentemente a presidência estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e disse que o partido trabalha para montar chapas competitivas para deputado estadual e federal.


Ele afirmou que a expectativa é eleger entre três e cinco deputados estaduais e de um a dois deputados federais.


O prefeito também confirmou que o secretário João Marcos Luz será candidato a deputado federal pela legenda, assim como o Coronel Falcão. Além disso, declarou que a primeira-dama, Kelly Bocalom, deverá deixar o cargo na prefeitura para disputar vaga na chapa federal.


Críticas aos indicadores do Acre

Durante a entrevista, Bocalom criticou os indicadores socioeconômicos do Acre e afirmou que o estado precisa atrair mais investimentos.“O Acre é um estado rico em potencial, mas ainda aparece entre os últimos colocados em indicadores sociais. Precisamos criar políticas que atraiam investidores, gerem emprego e renda e fortaleçam o produtor rural”, declarou.


Ele defendeu maior incentivo à agricultura familiar e à produção local de alimentos, para reduzir a dependência de produtos de fora do estado.


Proposta para a BR-364

O prefeito também voltou a defender a reconstrução da BR-364 em concreto, no trecho entre Sena Madureira e Rio Liberdade. Segundo ele, a medida seria mais duradoura e evitaria gastos recorrentes com manutenção.


“Já foram gastos bilhões e a estrada continua apresentando problemas. Minha proposta é fazer em concreto, como em outros países. Pode custar caro, mas resolve de forma definitiva”, afirmou.


Bocalom ainda criticou a falta de ligação terrestre permanente para municípios isolados como Santa Rosa do Purus e Jordão, destacando as dificuldades enfrentadas pela população durante períodos de seca e cheia.


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