Com o tema “Reconhecer-nos. Cuidar-nos. Fortalecer redes na fronteira”, o Encontro Binacional Violência de Gênero em Mulheres Migrantes foi realizado nessa sexta-feira (06), no auditório do Senac, reunindo autoridades brasileiras e bolivianas para discutir políticas de proteção, cooperação institucional e fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade na região de fronteira.
O evento foi promovido pelo Consulado do Estado Plurinacional da Bolívia no Brasil, com sede em Epitaciolândia, e contou com a participação de representantes de instituições públicas, organismos internacionais e forças de segurança dos dois países. Também participaram estudantes e representantes das universidades bolivianas de medicina UPDS (Universidad Privada Domingo Savio), UNITEPC (Universidad Técnica Privada Cosmos) e UAP (Universidad Amazónica de Pando).

Fotos: Secom/Prefeitura de Brasiléia
O encontro também foi realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, reforçando a importância do debate e da união de esforços no combate à violência de gênero e na garantia de direitos às mulheres.
A cônsul boliviana e anfitriã do encontro, Daniela Deysi Vélez Quijhua, destacou a importância da união entre as instituições para garantir proteção às mulheres migrantes. “Este encontro fortalece o diálogo entre Brasil e Bolívia para enfrentar a violência de gênero, especialmente contra mulheres migrantes que muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade.

Fotos: Secom/Prefeitura de Brasiléia
Precisamos construir redes de proteção cada vez mais fortes na região de fronteira”, afirmou.
Representando o prefeito Carlinhos do Pelado, a secretária municipal de Assistência Social de Brasiléia, Suly Guimarães, ressaltou o compromisso do município com as políticas de proteção às mulheres. “A Prefeitura de Brasiléia tem buscado fortalecer as políticas públicas de proteção e acolhimento às mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Participar deste encontro binacional reforça nosso compromisso de ampliar parcerias e garantir mais segurança e dignidade para todas”, destacou.
Participaram do encontro autoridades brasileiras e bolivianas, entre elas Maria da Luz, representante da Secretaria de Direitos Humanos do Acre; Tenente Coronel Cristiane Soares, comandante da Polícia Maria da Penha; Edilaina Braga, do Organismo de Políticas para as Mulheres; Iamara Andrade, representante da Organização Internacional para as Migrações (OIM/ONU); Coronel Leonardo Ismael Felipez, diretor da Força de Luta Contra a Violência da Polícia Boliviana; Tales Rafael, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar; Andrés Vanegas Justiniano, diretor de Migração de Pando; promotor do Ministério Público em Epitaciolândia; e o inspetor Guilherme Nunes, da Polícia Rodoviária Federal.

Fotos: Secom/Prefeitura de Brasiléia
Durante o evento, Maria da Luz, Cristiane Soares, Suly Guimarães e Iamara de Andrade receberam placa e título de reconhecimento concedidos pelo Consulado da Bolívia, em homenagem à dedicação e aos serviços prestados na defesa das mulheres, especialmente migrantes em situação de risco.
Em nome das homenageadas, Maria da Luz ressaltou a importância do trabalho conjunto entre as instituições. “Receber este reconhecimento reforça nosso compromisso de continuar trabalhando em rede para proteger as mulheres, principalmente aquelas que enfrentam situações de violência e vulnerabilidade na região de fronteira”, disse.

Fotos: Secom/Prefeitura de Brasiléia
A comandante da Polícia Maria da Penha, Cristiane Soares, também destacou o papel das forças de segurança na proteção das vítimas. “Nosso trabalho é garantir que nenhuma mulher se sinta sozinha diante da violência. Fortalecer a cooperação entre instituições brasileiras e bolivianas é fundamental para ampliar a proteção e o atendimento às vítimas”, afirmou.
A representante da OIM/ONU, Iamara de Andrade, enfatizou o olhar especial voltado às mulheres migrantes. “As mulheres migrantes muitas vezes enfrentam múltiplas vulnerabilidades. Por isso, fortalecer redes de apoio e cooperação entre países é essencial para garantir direitos e proteção”, concluiu.
Fotos: Secom/Prefeitura de Brasiléia














