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Em carta, Bocalom anuncia renúncia e diz atender a “novo chamado” para eleições

Com a carta de renúncia protocolada na Câmara Municipal nesta terça-feira, o presidente da Casa, vereador Joabe Lira (UB), reabriu a sessão para a leitura oficial do documento encaminhado pelo prefeito Tião Bocalom (PSDB).


No texto, Bocalom comunica formalmente a renúncia ao mandato de prefeito de Rio Branco, com efeitos a partir de 3 de abril de 2026. A decisão, segundo ele, foi tomada após “muita reflexão” e está fundamentada na legislação vigente, incluindo o Decreto-Lei nº 201/1967, a Lei Complementar nº 64/1990, a Lei Orgânica do Município e a Constituição Federal.


Foto: Jardy Lopes

“Missão” e novo chamado

Na carta, o agora ex-prefeito afirma que deixa o cargo por entender que há um “dever a cumprir com o Estado do Acre”, mencionando o que classificou como um “legítimo chamado” em um momento delicado do país.


Bocalom relembra que assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 2021 e destacou os mais de cinco anos à frente do Executivo municipal, período que definiu como de dedicação integral. Ele afirma que trabalhou com humildade e compromisso durante os 1.917 dias de gestão.


Foto: Jardy Lopes

O ex-prefeito também atribuiu suas decisões à fé cristã e agradeceu a Deus pela condução de seu mandato. Ao justificar a saída, declarou que sente estar retribuindo ao Acre tudo o que recebeu ao longo da vida.


Balanço da gestão e continuidade

Ao fazer um balanço da administração, Bocalom afirmou que deixa uma cidade “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”, com economia fortalecida e serviços públicos de melhor qualidade, embora reconheça a existência de desafios.


Ele manifestou confiança de que o vice-prefeito Alysson Bestene dará continuidade às políticas públicas implementadas durante sua gestão.


Foto: Jardy Lopes

Na carta, Bocalom agradeceu à família, à equipe de secretários, aos servidores municipais e aos vereadores pela parceria institucional ao longo dos anos. Também destacou a contribuição das legislaturas com as quais trabalhou, mencionando os 17 vereadores do primeiro mandato e os 21 da atual composição da Câmara.


Ao encerrar o documento, afirmou que deixa o cargo com “sentimento de missão cumprida” e declarou que Rio Branco “estará sempre em seu coração”.


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