Deputados temem que candidatos com 8 mil ou 9 mil votos na Aleac podem ir para Balsa

Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) - Foto: Sérgio Vale

Buscando os melhores cenários possíveis, deputados da base do governo na Assembleia Legislativa vivem a indefinição de ter ou não uma chapa viável para tentarem suas reeleições em 2026 com “certa tranquilidade”. Mesmo com a grande maioria contando com dezenas de cargos na estrutura de governo, estrutura de gabinete e emendas parlamentares na casa dos R$ 5 milhões, o cenário é preocupante, já que a tendência, segundo especialistas que circulam os corredores do poder, é que cerca de 50% ou no máximo 60% devem retornar a Casa do Povo em 2027. Isso quer dizer que muitos em posições privilegiadas, mesmo com um montante considerável de votos que possam ter, podem ficar de fora da festa da vitória e amargar o caminho da folclórica Balsa rumo a Manacapuru (AM).


Apesar de negar que esteja focado em priorizar o chapa União Progressista, que é a fusão do Progressistas e do União Brasil que deve ser oficializada em abril, o secretário de governo Luiz Calixto tem um discurso público da formação de quantas chapas forem possíveis e que não dispersem votos. “Chapa boa é chapa que tem votos porque elege muitas vagas”, frisa.


Questionado se outros partidos devem ter chapas priorizadas como o MDB, Podemos ou PSDB, o articulista, enfatiza: “Todos que estejam no nosso campo”.


“Tudo está em discussão . Não há nada decidido. Cada um dos nossos deputados está avaliando onde melhor se posiciona dentro do nosso campo. Não há imposição nenhuma
No entanto, minha opinião é que “quanto mais cabras, mais cabritos” . Ou seja: quanto mais deputados bem votados, mais vagas elegeremos”, destacou.


Por outro lado, deputados que se reuniram recentemente com Calixto, mas preferem o sigilo da fonte destacada, afirmam que o Plano A do governo é fazer um chapão mesmo. “Eu discordei. Não tem cabimento. O governo fala que 12 podem ser reeleitos na Aleac, mas eu já acho que não chegam nem a 10″, disse um dos deputados da base consultados pelo ac24horas.


Nem tão cobiçado como também não descartado, o deputado Fagner Calegário, que atualmente está no Podemos, espera os desdobramentos das decisões dos demais. “Esse chapão vai deixar muita gente de fora. Querem me colocar nele, mas para eu entrar nele, vão ter que me colocar no jogo. Se for para eu tirar do meu, prefiro ir para outra chapa”, disse o parlamentar em conversa informal com o ac24horas na Assembleia Legislativa.


Nos corredores da Assembleia Legislativa, o sentimento é uníssono. Dependendo da chapa para deputado estadual, vai ter candidato com 8 mil ou 9 mil votos não reeleito. “Eu fico tremendo com o que aconteceu no PEN lá em 2014, quando todo mundo foi para a balsa junto. Eu nem quero me arriscar”, confidenciou outro parlamentar.


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