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Defesa de amiga de Lulinha diz que PF errou em relatório que traz suspeita de propina

Brasil, São Bernardo do Campo, SP. 24/01/2007. Formatura de Marco Claudio Lula da Silva, filho do Presidente da Republica, no teatro Paulo Machado de Carvalho. Na foto, Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), irmão do formando. - Crédito:ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

A defesa da empresária Roberta Luchsinger afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que um relatório da Polícia Federal (PF) que levanta suspeitas sobre sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contém inconsistências cronológicas. As informações foram confirmadas pelo G1.


Segundo os advogados, os dados usados pela investigação partem de uma premissa incorreta ao sugerir ligação entre pagamentos recebidos e despesas realizadas.


A manifestação foi enviada ao ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura possíveis irregularidades no INSS. No documento, a defesa sustenta que os valores pagos por Roberta a uma agência de viagens ocorreram antes de qualquer transferência recebida do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.


Segundo o relatório da PF, a empresária teria pago R$ 641 mil à agência no mesmo período em que recebeu mais de R$ 1 milhão do lobista, o que levantou suspeitas de repasses indiretos relacionados a viagens envolvendo Lulinha.


Os advogados contestam essa interpretação. Segundo eles, os pagamentos à agência ocorreram entre dezembro de 2023 e junho de 2024, enquanto o primeiro valor recebido do Careca — R$ 300 mil — só teria sido transferido em novembro de 2024.


Para a defesa, essa diferença de datas invalida a hipótese de conexão entre as operações. “Houve uma tentativa enviesada, ilegal e frustrada de incriminar uma pessoa inocente”, afirmaram.


PF cita movimentações e depoimento

A investigação aponta que Roberta recebeu cinco pagamentos de R$ 300 mil de empresas ligadas ao lobista, totalizando R$ 1,5 milhão. A suspeita ganhou força após o depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS, que afirmou à PF que o lobista mencionava pagamentos mensais ao filho do presidente.


Segundo esse relato, os recursos teriam como objetivo viabilizar a venda de produtos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, embora nenhum contrato tenha sido firmado.


Defesa nega repasses e diz que serviços foram prestados


Os advogados de Roberta sustentam que os valores recebidos correspondem a serviços efetivamente prestados na área de regulação e comercialização de produtos de cannabis medicinal.


Eles também negam qualquer transferência de recursos para Lulinha e afirmam que a empresária não mantém vínculo financeiro com o filho do presidente.


 


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