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CPMI do INSS dá 2 dias para STF identificação de linha ligada a contato com Vorcaro

Em entrevista coletiva, Carlos Viana comentou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de restringir o acesso às provas armazenadas na sala-cofre da CPMI do INSS. Foto: Agência Senado

A CPMI do INSS intensificou a apuração sobre possíveis conexões entre o caso Banco Master e o Supremo Tribunal Federal (STF) ao solicitar a identificação de usuários de uma linha telefônica vinculada à Corte. O pedido foi formalizado nesta quinta-feira (19) pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), com prazo de dois dias úteis para resposta.


O ofício foi encaminhado à diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, e pede informações sobre todos os usuários que utilizaram o número desde 2021. A iniciativa ocorre após a comissão receber dados que indicam que a linha manteve contato com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.


A solicitação se baseia em um relatório da plataforma Sittel, enviado à CPMI, que confirmou que o número identificado na quebra de sigilos de Vorcaro pertence ao Supremo. O documento, no entanto, não especifica quem utilizava a linha no período em que ocorreram os contatos.


A ausência dessa identificação levou a comissão a formalizar o pedido diretamente à Corte, ampliando a pressão por esclarecimentos.


Suspeita inicial envolveu ministro

O caso ganhou repercussão após a revelação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro que indicariam comunicação com um número associado ao STF. Em um primeiro momento, houve suspeita de que o contato poderia envolver o ministro Alexandre de Moraes.


O magistrado, porém, negou qualquer relação com as mensagens. Em nota divulgada em 6 de março, afirmou que não é o destinatário das conversas e que não mantém contato com o ex-banqueiro.


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