CPI do Crime deve ouvir ex-governador de MT; ex-noiva de Vorcaro não é localizada

O ex-governador do Mato Grosso Pedro Taques. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado no Senado deve ouvir nesta quarta-feira (25) o ex-senador e ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques. A influenciadora digital Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, também foi convocada, mas não foi localizada pela comissão e não deve comparecer à oitiva.


A convocação de Martha foi aprovada com base em elementos reunidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, em requerimentos apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Marcos do Val (Podemos-ES). Segundo os documentos, ela aparece como destinatária frequente de relatos feitos por Vorcaro em mensagens trocadas entre 2024 e 2025, nas quais o empresário descreve encontros, viagens, articulações e contatos com autoridades dos três Poderes.


Os documentos citam ainda episódios específicos, como menções a reuniões fora de agenda oficial, inclusive no Palácio do Planalto, e referências a autoridades do Judiciário. Também há registros de relatos sobre a atuação de um grupo ligado ao banqueiro voltado à obtenção de informações sigilosas e intimidação de adversários. Para os autores dos requerimentos, o depoimento da influenciadora poderia esclarecer o contexto dessas conversas e confirmar o teor dos relatos.


Já Pedro Taques pode ser desobrigado pelo Supremo Tribunal Federal, mas deve comparecer à CPI. A convocação está relacionada à sua atuação como advogado de entidades sindicais que denunciaram irregularidades no sistema de crédito consignado em Mato Grosso.


De acordo com os requerimentos aprovados, apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE), há indícios de fraudes em contratos firmados com a empresa Capital Consig, que teriam causado prejuízos a cerca de 14 mil servidores públicos estaduais. As denúncias apontam que as operações teriam contado com a participação de empresas e agentes ligados ao Banco Master, incluindo na estruturação e viabilização das carteiras de crédito.


A CPI quer ouvir o ex-governador para entender o funcionamento dessas operações, o papel das instituições financeiras envolvidas e possíveis falhas nos mecanismos de controle.


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