Carne e leite puxam alta da cesta básica em Rio Branco no mês de março

O custo da cesta básica de alimentos em Rio Branco voltou a subir no início de março de 2026, após meses de queda, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) nesta quarta-feira (04). O valor médio passou de R$ 583,79 em fevereiro para R$ 646,80 em março, representando alta de 10,79% no comparativo mensal. A pesquisa, realizada em 2 de março nos supermercados locais, considera 15 produtos alimentícios essenciais para famílias de baixa renda, compostas por até três adultos ou dois adultos e duas crianças.


Entre os itens pesquisados, a carne segue como o mais caro, com preço médio de R$ 51,19 por quilo, variando de R$ 48,98 a R$ 53,40, refletindo a dispersão no mercado. O leite (R$ 5,84) e o feijão (R$ 6,44) mantiveram estabilidade, enquanto o arroz apresentou preço médio mais baixo, R$ 3,76, com diferenças expressivas entre estabelecimentos, indicando possibilidade de economia conforme o ponto de venda. Entre os hortifrutigranjeiros, a banana apresentou pouca variação, enquanto o tomate teve maior oscilação. Já o pão francês se manteve uniforme, com preço de R$ 11,99.


O custo médio total da cesta em março foi de R$ 646,80, com diferença de R$ 53,80 entre o menor e o maior preço pesquisado. A carne respondeu por aproximadamente 39,5% do total, equivalente a R$ 255,95, seguida por café em pó (R$ 66,84), leite (R$ 58,40), banana (R$ 39,87) e pão francês (R$ 35,97). Por outro lado, macarrão e açúcar tiveram menor impacto no orçamento familiar.


No comparativo mensal, a alta de março reverteu a trajetória de queda observada nos meses anteriores. O principal responsável pelo aumento foi a carne, que registrou elevação de 41,48%, seguida pelo leite, com alta de 14,06%. Em contrapartida, o arroz (-33,10%), o macarrão (-36,89%) e a batata (-18,86%) tiveram queda de preços, amenizando parcialmente o impacto da alta da carne.


No acumulado de dezembro de 2025 a março de 2026, a cesta básica apresentou redução de 3,72%. Destacam-se quedas expressivas no arroz (-31,13%), na farinha (-22,49%), no óleo (-23,61%) e no macarrão (-22,73%), enquanto o tomate (+18,88%), a carne (+4,62%) e o pão francês (+1,61%) registraram aumento.


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