Brasil terá cautela sobre chance de Estados Unidos rotularem facções como terroristas

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a equipe de governo a reagir com cautela à possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como terroristas.


A avaliação no Palácio do Planalto é de que o assunto deve ser concentrado nas negociações diplomáticas, evitando cair em “balões de ensaio”.


O diagnóstico até agora no governo brasileiro é de que se trata mais de um discurso retórico do governo de Donald Trump do que uma iniciativa concreta.


E que o governo brasileiro deve evita arroubos discursivos, até para não provocar os Estados Unidos e inviabilizar um encontro entre Lula e Trump em abril.


Uma parceria no combate ao crime organizado foi tratada entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário americano Marco Rubio. Segundo relatos feitos à CNN, Lula chegou a mencionar também o tema com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.


Lula tenta evitar que os Estados Unidos classifiquem facções, como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas.


Para o Brasil, a medida impõe risco à soberania e ao país graves consequências.


A tentativa de equiparar facções criminosas a grupos terroristas é motivo de preocupação no governo Lula, que vê a medida como um risco à soberania.


Se os EUA declararem unilateralmente facções como o PCC e o CV como terroristas, a avaliação é de que uma brecha seria aberta, facilitando uma intervenção militar no país e a aplicação de novas sanções, inclusive financeiras.


Compartilhar

Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn

Últimas Notícias