A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender a concessão de prisão domiciliar como forma de garantir melhores condições de recuperação, diante da necessidade de fisioterapia respiratória intensiva e acompanhamento contínuo.
Segundo os profissionais, o tratamento exige regularidade e estrutura que, na avaliação deles, seria mais adequada fora do ambiente hospitalar sob custódia.
Segundo o médico Brasil Caiado, Bolsonaro apresentou comprometimento pulmonar significativo, com quadro difuso no pulmão esquerdo e impacto parcial no direito.
Apesar disso, exames mais recentes indicam uma evolução clínica. “A ausculta já mostra uma regressão discreta, mas progressiva”, afirmou.
Comparações entre tomografias apontam melhora em ambos os pulmões, especialmente no lado direito, embora o quadro ainda inspire atenção. A equipe médica destaca que a recuperação depende diretamente da continuidade de sessões intensas de fisioterapia respiratória, consideradas fundamentais para restabelecer a capacidade pulmonar.
Bolsonaro relatou dificuldade nesse processo de recuperação, o que reforça, segundo os médicos, a necessidade de um ambiente mais controlado para garantir adesão ao tratamento.
Apesar da evolução positiva, não há previsão de alta hospitalar no momento. A expectativa da equipe é que, caso o quadro continue estável, o ex-presidente possa ser transferido para um quarto até o fim de semana, saindo da unidade de cuidados mais intensivos.
Estado emocional preocupa equipe
Além do quadro físico, os médicos também destacam impacto emocional no paciente. Segundo relato da equipe, Bolsonaro se mostra mais abatido em comparação a episódios anteriores de internação, com maior percepção da gravidade do estado de saúde.
A avaliação clínica, segundo os profissionais, reforça a tese de que a recuperação exige não apenas acompanhamento médico, mas também condições adequadas de alimentação e reabilitação, pontos usados como argumento central para o pedido de prisão domiciliar.


