Bocalom lamenta “postura” de auditores e diz que movimento trouxe prejuízos

Foto: Whidy Melo

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 30, que a paralisação de auditores fiscais da prefeitura provocou acúmulo de processos e prejuízos diretos à população, especialmente em serviços como pagamento de ITBI e regularização de imóveis.


Durante entrevista, o gestor informou que a administração precisou nomear novos responsáveis para dar andamento às demandas represadas. “Nós tivemos que nomear novos servidores para poder responder pelos processos. Já estão andando. O problema é que acumulou muito. Durante essa greve que foi feita, acumularam muitos trabalhos”, afirmou.


Segundo Bocalom, a normalização dos serviços ainda deve levar tempo devido ao volume acumulado. “Então, evidentemente que até você conseguir vencer o acumulado para entrar no normal, no rito normal, acaba demorando um pouco. Eu peço que a população entenda”, disse.


O prefeito destacou que, durante as negociações, a gestão buscou atender as demandas da categoria, mas afirmou que houve novas exigências consideradas inviáveis. “Infelizmente, eu fiz tudo que foi possível pelos fiscais de Rio Branco e pelos funcionários da Prefeitura de Rio Branco. Todo mundo sabe que eu fiz tudo que foi possível. Infelizmente, na última hora, resolveram fazer mais uma cobrança que foi impossível a gente atender. Em função disso, fizeram o que fizeram”, declarou.


Bocalom também demonstrou insatisfação com o movimento e afirmou que a paralisação trouxe impactos significativos para a cidade. “Mas eu fico triste com isso. Porque eu acho que a gente tem que, primeiro de tudo, aprender a agradecer aquilo que se tem. Para depois, em negociações, tentar resolver e não fazer o que fizeram. Estou muito triste. Não vou esconder minha tristeza com o comportamento desses profissionais, que são profissionais efetivos da Prefeitura, que não deveriam estar fazendo isso”, disse.


De acordo com o prefeito, os principais prejudicados foram os contribuintes que dependem dos serviços municipais. “Prejudicou muito a Prefeitura e prejudicou principalmente aquele que paga imposto. Aquele que queria dar continuidade na sua obra, no seu serviço, pagar seu IPTU, foram redondamente prejudicados em função dessa postura”, afirmou.


Apesar das críticas, Bocalom indicou que a gestão segue buscando soluções para superar os impactos da paralisação. “Mas fazer o quê? Eu acho que a vida segue em frente. Eu tenho certeza absoluta que o nosso querido Alysson vai pegar esse problema e vai ter que dar um jeito de achar uma solução”, declarou.


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