O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), assinou na manhã desta segunda-feira, 30, a ordem de serviço para a compra de uma usina de termoplástico que integrará o projeto Acre Recicla Rio Branco. A iniciativa pretende transformar resíduos plásticos em produtos como bancos, meio-fio, tijolos e estacas, aliando sustentabilidade e geração de receita para o município.
Durante a apresentação, Bocalom destacou que a proposta faz parte de uma política ambiental mais ampla desenvolvida pela gestão e defendeu a relação entre cuidado ambiental e qualidade de vida.
“Olha só, eu sempre digo que o cuidado com meio-ambiente começam dentro do quarto. Se você não cuidar direito da sua cama, do seu quarto, vai ter barata, vai ter rato, vai ter tudo quanto é traça lá. Portanto, você vai ter doença. Então, quando o meio-ambiente estiver sadio, evidentemente que a saúde das pessoas é muito maior”, afirmou.
O prefeito também rebateu críticas e disse que sua gestão tem apresentado soluções práticas para a preservação ambiental.
“Eles sempre me viram como um desmatador, como aquele que queria acabar com o meio-ambiente. Mas, ao longo da nossa gestão agora, não é, secretário? Ao longo da nossa gestão, nós provamos tudo ao contrário. Nós temos soluções para manter o meio-ambiente cada dia mais saudável”, declarou.
Entre as ações citadas, Bocalom destacou a mecanização agrícola como estratégia para reduzir o desmatamento.
“Mecanizamos mais de 4 mil hectares. Deixou de queimar, deixou de derrubar áreas novas. A questão também da mecanização fez com que evitasse o desmatamento. Porque as pessoas começam a ganhar dinheiro em pequenas áreas. Não precisa continuar derrubando para botar boi, porque consome muita área”, disse.
Segundo ele, a nova usina representa uma continuidade dessas ações e deve trazer impacto financeiro positivo para o município.
“Isso daqui é apenas uma sequência do nosso trabalho, ambiental, que nunca foi feito nessa prefeitura, nunca. Agora, isso daqui é uma coisa que vai render muito dinheiro para a prefeitura. Porque a prefeitura hoje tem déficit com o lixo. Tudo que arrecada do lixo não paga a metade”, afirmou.
Bocalom ressaltou que o projeto deve inverter a lógica atual dos gastos com resíduos sólidos. “O lixo que era um produto que fazia com que a prefeitura gastasse mais e mais todos os anos, ele vai inverter essa lógica aí. O lixo vai sair de lixo para luxo. Ou seja, vai transformar em alguma coisa que não valia nada e vai passar a valer muita coisa, não só financeiramente, mas ambientalmente também”, declarou.
O prefeito também explicou como funcionará a gestão da usina após a aquisição dos equipamentos.
“Quem é que vai fazer esse trabalho? Assim que a Semeia adquirir os equipamentos, coloca num termo de parceria com a Emurb, porque a Emurb é uma empresa pública que pode comprar e vender. A Emurb vai gerenciar a indústria, fazer os produtos, comercializar e, com isso, vai repassar os recursos, os lucros, para o projeto de resíduos sólidos do município de Rio Branco”, explicou.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Favianne Agostini, detalhou que o projeto será desenvolvido de forma integrada entre diferentes pastas da prefeitura. “Então, o modelo de infraestrutura mesmo, ele é por meio de uma parceria entre várias secretarias. Então, a Semeia é responsável pela gestão do equipamento, mas nós temos a SMCCI, que é a secretaria responsável pela coleta pública. Então, a gente precisa trabalhar junto para poder avançar com essa política”, afirmou.
Segundo ela, a implementação começará de forma gradual, com foco inicial na educação ambiental. “A gente vai iniciar esse trabalho, o Acre Recicla, principalmente com as escolas, até conseguir expandir para um bairro e, quem sabe, logo, logo, chegar em todo o município de Rio Branco. Então, a gente precisa também dessa parceria com a Secretaria Municipal de Educação para conseguir avançar”, explicou.
O investimento previsto para a implantação da usina é de R$ 4,47 milhões, com prazo de instalação de até 210 dias. “O custo dele está em R$ 4.470.000. A gente agora vai sair dando a ordem de serviço e tem um prazo de 210 dias para instalação. A partir do momento que ele está instalado, ele já pode começar a funcionar, a produzir. Então, a gente tem esse período de instalação justamente para realizar todo o dever de casa aqui, enquanto prefeitura, que é proporcionar esse ambiente para que ele funcione”, concluiu.


