Bittar exalta Bolsonaro, agradece homenagem ao pai e defende mudanças na Amazônia

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Durante a inauguração do viaduto Mamédio Bittar, na noite desta sexta-feira (20), o senador Marcio Bittar (PL) fez um discurso marcado por forte tom político, emoção ao lembrar da família e defesa de investimentos para o Acre e a Amazônia.


Logo no início, Bittar destacou o simbolismo da obra e atribuiu sua viabilização ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que se encontra em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Brasília (DF). “Hoje é um dia especial para o Bocalom, é um dia, para mim, muito especial. Eu começo agradecendo a você, Bocalom, que teve a iniciativa nessa obra. Meus irmãos, essa obra tem um padrinho. Esse padrinho chama-se Jair Messias Bolsonaro. Se eu não for grato a ele, eu não mereço o voto de ninguém nesse estado”, afirmou.


O senador relembrou momentos de tensão quando atuava como relator do Orçamento da União, citando embates com o então ministro Paulo Guedes. “Em momentos muito difíceis, em que queriam cancelar o orçamento do relator, o presidente Bolsonaro me ligou pedindo que houvesse bandeira branca. Eu disse: presidente, Bolsonaro nunca me pediu nada que eu não atendesse. Mas como é que eu vou ficar no meu estado depois de criar expectativa e não levar um real a mais? Eu sou um soldado seu, não posso ficar no campo de batalha ferido”, relatou.


Segundo ele, Bolsonaro garantiu a manutenção dos recursos. “Ele me disse: ‘não se preocupe, que eu não vou deixar isso acontecer’. Então, o padrinho dessa obra é o presidente Bolsonaro, que amanhã faz 71 anos de idade”, completou.


Durante o discurso, Bittar também fez uma defesa enfática do ex-presidente. “Esse homem é injustiçado. Nós não podemos nos calar. Não é uma questão de ser corajoso, é uma questão de enfrentar. Como dizia Nelson Mandela, coragem não é ausência de medo, é superação. Foi ele que tirou os conservadores e a direita do armário. E haverá um momento em que esse mal vai passar, e nós ainda vamos abraçar esse homem livre de todas as injustiças”, declarou.


Em um dos momentos mais emocionados do discurso, o senador relembrou o irmão, Mauro Bittar, que faleceu após enfrentar um câncer. “O Mauro foi o maior aliado que eu tive na vida, aquele aliado incondicional. Quando ele veio aqui pela última vez, já sabia que o câncer tinha voltado. Mesmo assim, pôde ver essa obra começar, que seria batizada com o nome do nosso pai”, disse.


Ele também recordou os últimos momentos ao lado do irmão. “Com dificuldade de falar, ele pegou minha mão, colocou no peito e disse: ‘eu não vou mais poder estar do seu lado’. Então ele teve a oportunidade de estar aqui para ver essa obra começar”, relatou.


O senador agradeceu a homenagem ao pai, que dá nome ao elevado. “Eu amei tanto esse homem, que morreu em 1988. Meu filho conhece o avô através de mim, do amor que eu carrego. Ele foi um exemplo na minha vida. Você homenageia não só o meu pai, mas todos os desbravadores que vieram para o Acre e, com muito suor, fizeram essa terra ser o que é hoje”, afirmou.


Bittar também destacou novos investimentos e obras previstas. “Muita coisa ainda vai acontecer. O Alysson assumirá uma prefeitura que vai inaugurar o Mercado Elias Mansour, que também é fruto de emenda. Teremos ainda licitação de outro viaduto e ordem de serviço para novas obras que também nasceram do trabalho do presidente Bolsonaro”, disse.


Na parte final, o discurso ganhou tom político e críticas ao cenário atual. “Eu não me conformo de ver o Acre e a Amazônia com tanto potencial e ainda ver pessoas passando fome. Do que adianta ter tanta terra e riqueza e ainda ter miséria? O nosso Estado precisa se libertar. A Amazônia precisa se libertar. Não pode tudo ser proibido: não pode estrada, não pode ponte, não pode explorar riqueza. Isso tem que acabar. E vai acabar”, afirmou.


Encerrando, o senador reforçou alinhamento político e projetou mudanças no país nas eleições de 2026. “Nós sempre estivemos na luta para libertar o Acre de uma ideologia que governa o Brasil há vários mandatos. Mas nada dura para sempre. O presidente Bolsonaro, que é meu líder, já apontou seu sucessor e é com ele [Flávio Bolsonaro] que nós vamos virar essa página”, concluiu.


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