Durante o evento que oficializou a entrada do Partido Liberal (PL) na aliança política com a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, o senador Marcio Bittar (PL) afirmou nesta segunda-feira, 09, que o grupo político reúne, em seu palanque, as duas maiores lideranças eleitorais do Acre.
Em discurso, o parlamentar citou diretamente o governador Gladson Cameli e o ex-presidente Jair Bolsonaro como os principais responsáveis pela força política da aliança no estado.
“Esse palanque reúne os dois maiores cabos eleitorais do Acre. É o Gladson e o Bolsonaro. Os dois maiores transferidores de votos no nosso Estado é o capitão Bolsonaro, que já passou para o seu primogênito a tarefa de ser o nosso candidato a presidente do Brasil, e o Gladson Cameli”, declarou.
Ao se dirigir à vice-governadora e pré-candidata ao governo, Mailza Assis, Bittar afirmou que a consolidação da aliança fortalece a base política para a disputa eleitoral. “Então, Mailza, você terá no seu palanque, a partir dessa reafirmação, os dois maiores cabos eleitorais deste Estado”, disse.
O senador também retomou o histórico de enfrentamento político do grupo contra o Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre e no país. “O PT que nós derrotamos em 2018. Agora nós precisamos derrotar o PT no Brasil, e a Marina Silva junto”, afirmou, em referência à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que deve disputar a eleição ao Senado.
Durante o discurso, Bittar fez críticas às restrições ambientais que, segundo ele, dificultam o desenvolvimento econômico da região amazônica. “Eu não me conformo. O Acre e a Amazônia precisam se libertar. Não é possível que índios vivam matando rato em municípios do interior, revirando lata de lixo para comer. Para que ter tanta terra, se não podem explorá-la? Nós não podemos continuar com o Estado isolado, segregado. Não pode fazer estrada, não pode fazer ponte, não pode tirar potássio, não pode tirar pedra. Isso não pode continuar”, afirmou.
O parlamentar defendeu que, caso o grupo político vença as próximas eleições, haverá uma agenda voltada para destravar o desenvolvimento econômico da região. “A boa notícia é que, se o nosso time vencer essa eleição, nós estamos preparados para destravar a Amazônia brasileira, essa região tão rica. Não pode continuar vendo seus filhos desempregados. Quantos jovens terminam o seu estudo e não têm onde trabalhar? Quantas mães do nosso Estado vão dormir preocupadas porque não têm alimento para os seus filhos no outro dia?”, questionou.
Segundo Bittar, as limitações ao crescimento econômico da região são resultado de legislações que podem ser modificadas pelo Congresso Nacional. “Nós não podemos, como amazônidas, aceitar que as outras regiões do Brasil prosperaram e que a nossa não prospere. A notícia boa é que as leis que impedem a Amazônia de prosperar foram feitas pelo homem, e leis que o homem fez, o homem desfaz. Nós vamos desfazê-las no Congresso Nacional”, declarou.
Ao final, o senador também manifestou apoio à pré-candidatura de Mailza Assis ao governo do estado e afirmou que o Acre pode eleger, pela primeira vez, uma governadora escolhida diretamente nas urnas. “O Acre é uma terra abençoada. Nós já tivemos a oportunidade de ter uma governadora, mas ela era vice-governadora e assumiu naquele período que não tinha reeleição. Agora está na hora do Acre eleger a sua primeira governadora”, afirmou.
Bittar ainda mencionou a importância da formação de chapas competitivas para deputado estadual e federal e explicou que a decisão de disputar à reeleição na chapa governista passou pelo convite da vice-governadora Mailza Assis e do governador Gladson foi determinante.
“Eu matei a charada. Um jornalista me perguntou por que essa decisão. Eu disse: quem é que, no meu lugar, diria não ao convite da Mailza e do Gladson? Qual candidato ao Senado não gostaria de andar lado a lado com o Gladson, sob a cobertura da Mailza? Portanto, esse é o nosso palanque, essa é a nossa chapa. E é com ela e mais Flávio Bolsonaro que nós venceremos as eleições”, concluiu.


