Bittar confirma apoio a Mailza e minimiza disputa com Bocalom

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Em coletiva concedida antes do evento político realizado nesta segunda-feira (9), em Rio Branco, o senador Márcio Bittar, do Partido Liberal (PL), afirmou que apoiará a pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Acre em 2026, mesmo reconhecendo a proximidade política com o prefeito da capital, Tião Bocalom, que também articula disputar o cargo.


A declaração ocorreu em meio às discussões sobre a divisão do eleitorado de direita no estado, já que tanto Mailza quanto Bocalom se identificam com o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


Questionado sobre o motivo de apoiar Mailza e não Bocalom, Bittar afirmou que a escolha está ligada à estratégia nacional do PL e à aliança política já construída com o governador Gladson Cameli.


“O prefeito Bocalom é meu amigo. A maior parte da nossa vida nós estivemos do mesmo lado. Ele tomou uma decisão de ser candidato, é um direito dele. Agora, eu tenho uma candidata e vou defender a minha candidata na campanha inteira”, declarou.


Segundo o senador, a decisão do PL no Acre está alinhada às prioridades nacionais do partido, que incluem fortalecer a bancada no Senado e apoiar o projeto político liderado pelo ex-presidente Bolsonaro. Nesse contexto, ele destacou que a eleição para o Senado terá papel central na estratégia da legenda.


Bittar também procurou reduzir a leitura de conflito político entre aliados do mesmo campo ideológico e afirmou que a disputa pelo governo não rompe relações pessoais com o prefeito da capital.


“Nunca será meu adversário, muito menos meu inimigo”, afirmou ao comentar a possível candidatura de Bocalom.


Durante a coletiva, o senador também destacou que a aliança entre o Progressistas, o Partido Liberal e o União Brasil já existe desde eleições anteriores e foi responsável por vitórias eleitorais importantes no Acre nos últimos anos.


Ele ressaltou ainda que o palanque formado no estado deverá apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026, reforçando o alinhamento do grupo político acreano com o bolsonarismo.


Ao comentar a disputa dentro da direita acreana, Bittar afirmou que considera que o campo político tem hoje duas principais pré-candidaturas ao Senado no estado, citando o próprio nome e o do governador Gladson Cameli.


“Quem derrotou o PT no Acre foram duas pessoas: o Bolsonaro e o Gladson Cameli”, disse.


Apesar da possível divisão entre candidaturas ao governo, o senador afirmou que o debate eleitoral faz parte do processo democrático e que a relação política com antigos aliados deverá ser mantida ao longo da disputa.


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