Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que o endividamento segue elevado entre as famílias do Acre. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 109.059 famílias acreanas possuem algum tipo de dívida, o que representa 82,3% do total de lares no estado. Os dados foram divulgados na segunda-feira (16).
O estudo também mostra que uma parcela significativa dessas famílias enfrenta dificuldades para manter os pagamentos em dia. Ao todo, 50.915 famílias estão com contas em atraso há mais de 30 dias, número que corresponde a 38,4% dos lares endividados.
Apesar do cenário de pressão financeira, o levantamento aponta um pequeno avanço no comportamento de pagamento. O número de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas apresentou redução entre janeiro e fevereiro. Em janeiro, 15.392 famílias declararam estar nessa situação, enquanto em fevereiro o total caiu para 14.662, uma diminuição de 4,98%.
Outro dado que chama atenção é o impacto das dívidas no orçamento doméstico. Segundo a pesquisa, as famílias endividadas no estado comprometem, em média, 31,7% da renda mensal com o pagamento de débitos. O percentual se manteve estável em relação a janeiro, mas é superior ao observado ao longo de 2025.
O comprometimento da renda é mais intenso entre famílias com ganhos de até 10 salários mínimos, sobretudo entre aquelas que recebem até cinco salários mínimos. Já entre os lares com renda superior a esse patamar, o peso das dívidas é menor, chegando a 28,1% da renda.
Ao nível nacional, a pesquisa da CNC indica que 80,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro, o maior percentual já registrado pela série histórica do levantamento. Entre elas, 29,6% possuem dívidas em atraso há mais de 30 dias, enquanto 12,6% afirmam não ter condições de pagá-las no momento.


