Alimentação básica custa mais de R$ 630 e consome 42% da renda em Rio Branco

Crédito: Jaqueline Deister/ Brasil de Fato

O preço da cesta básica em Rio Branco registrou leve aumento em fevereiro de 2026. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 631,83, o que representa alta de 0,10% em relação a janeiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (09). Apesar da pequena variação mensal, no acumulado dos dois primeiros meses do ano o custo da cesta apresentou aumento de 0,91% na capital acreana.


Entre os produtos que mais contribuíram para a elevação dos preços no período estão carne bovina de primeira (2,93%), feijão carioca (2,54%), farinha de mandioca (1,26%) e tomate (0,93%). Por outro lado, sete itens tiveram redução no valor médio, com destaque para óleo de soja (-5,27%), leite integral (-4,78%), manteiga (-3,12%), açúcar cristal (-2,31%), banana (-1,54%), café em pó (-1,00%) e pão francês (-0,56%). O arroz agulhinha manteve o preço estável no período analisado.


Mesmo com oscilações mensais, o levantamento aponta que, no comparativo entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, o custo da cesta básica em Rio Branco apresentou queda de 6,78%. Nesse intervalo, apenas dois produtos tiveram aumento de preço: carne bovina de primeira (9,06%) e óleo de soja (1,17%), enquanto itens como arroz, tomate, leite e farinha de mandioca registraram reduções expressivas.


O estudo também revela o peso da alimentação no orçamento das famílias. Em fevereiro, um trabalhador de Rio Branco que recebe salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 85 horas e 45 minutos para adquirir a cesta básica. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o custo da cesta comprometeu 42,14% da renda mensal, percentual ligeiramente superior ao registrado em janeiro, quando representava 42,10% da renda.


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