O Acre aparece entre os estados da Região Norte com menor proporção de inadimplentes no país, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, referente a janeiro de 2026. O levantamento mostra que 47,47% da população adulta acreana está inadimplente, índice abaixo da média nacional, que é de 49,66%, e também inferior ao registrado na maioria dos estados da região.
Os dados revelam que o Acre tem um cenário relativamente mais favorável quando comparado aos vizinhos amazônicos. Na Região Norte, Amazonas lidera o ranking de inadimplência, com 58,17% da população adulta com dívidas em atraso, seguido por Amapá (54,37%), Tocantins (54,37%), Roraima (51,47%) e Rondônia (50,85%). Apenas o Pará (47,32%) apresenta índice ligeiramente menor que o acreano.
No ranking nacional, o Acre aparece na faixa intermediária entre os estados com maior proporção de inadimplentes, distante do topo ocupado pelo Amapá, onde 66,95% da população adulta está negativada.
Renegociação de dívidas
O estudo também aponta o volume de renegociações realizadas por consumidores por meio do programa Serasa Limpa Nome. No Acre, foram registrados 15.989 acordos fechados, número inferior ao de outros estados da Região Norte com maior população.
Na comparação regional, o Pará lidera com 137.251 acordos, seguido por Amazonas (79.080), Rondônia (30.874), Amapá (24.202) e Tocantins (17.369). Roraima, com 11.569 negociações, aparece atrás do Acre no volume de acordos.
Ofertas de negociação
Em relação às oportunidades disponíveis para renegociação, o levantamento aponta que o Acre conta com 2.049.523 ofertas ativas de negociação de dívidas no sistema da Serasa.
Na Região Norte, o maior volume de ofertas está no Pará, com mais de 15,9 milhões, seguido por Amazonas (11,1 milhões), Rondônia (3,8 milhões), Amapá (2,7 milhões) e Tocantins (2,1 milhões). Roraima, com cerca de 1,4 milhão, tem o menor volume de ofertas da região.
O estudo da Serasa aponta que o Brasil iniciou 2026 com 81,3 milhões de pessoas inadimplentes, acumulando 327,2 milhões de dívidas, que somam R$ 524 bilhões. Em média, cada consumidor negativado deve R$ 6.453, com aproximadamente quatro dívidas em aberto.


