No Acre, 81% das estudantes têm acesso a absorventes nas escolas, índice acima da média da região Norte, mas ainda distante dos estados com melhor desempenho no país. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação.
O levantamento aponta que cerca de 15% das adolescentes brasileiras entre 13 e 17 anos deixaram de ir à escola ao menos um dia nos 12 meses anteriores à pesquisa por falta de absorvente. A PeNSE abrange mais de 12,3 milhões de jovens matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país e está em sua quinta edição.
A desigualdade entre as redes de ensino é expressiva: na rede pública, 17% das meninas faltaram às aulas por não ter absorvente disponível. Na rede privada, o percentual foi de 6%.
A região Norte registrou o menor índice de oferta institucional do produto no país: apenas 56% das alunas estudavam em escolas que forneciam absorventes. O Acre ficou em posição intermediária dentro da própria região, com 81%, atrás do Amapá (93,1%), mas à frente de estados como Amazonas (71%), Rondônia (63,1%), Tocantins (56,3%) e Pará (43,3%). Roraima registrou o pior índice nacional, 38,5%.
O Amazonas também concentrou o maior percentual de alunas que faltaram às aulas por ausência de absorvente: 27,9%. No outro extremo, Santa Catarina teve o menor índice, com 9,2%. O estado catarinense também liderou o fornecimento do item nas escolas, ao lado de Goiás, com 94,1% das alunas atendidas.
No Sudeste, 92% das estudantes tinham acesso ao produto nas escolas, a maior taxa entre as grandes regiões. Sul (91%) e Centro-Oeste (88%) vêm em seguida, à frente do Nordeste (80%) e do Norte (56%).