Mesmo com o avanço nacional na realização de exames para detecção precoce do câncer de intestino, o Acre aparece entre os estados com menor cobertura desses procedimentos na rede pública de saúde. Dados divulgados durante a campanha Março Azul mostram que o estado realizou apenas 1.558 exames de pesquisa de sangue oculto nas fezes em 2025, um dos menores números do país.
O levantamento, com base em atendimentos do Sistema Único de Saúde, revela que o Acre fica à frente apenas do Amapá, com 1.356 exames, enquanto Roraima contabilizou 2.984 procedimentos no mesmo período. Em contraste, estados mais populosos registram volumes significativamente maiores, como São Paulo, que ultrapassou 1,1 milhão de exames.
Em todo o país, houve uma expansão expressiva na última década. Entre 2016 e 2025, o número de exames de sangue oculto nas fezes saltou de pouco mais de 1,1 milhão para 3,3 milhões, um crescimento de cerca de 190%. Já as colonoscopias aumentaram 145% no mesmo intervalo.


